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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sem vagas: Famílias são obrigadas a ficarem ao relento durante a madrugada na porta das escolas





 Dezenas de famílias no relento na madrugada nas portas das escolas

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles


A população de Tucuruí, no sudeste paraense, não está diferente ao restante do estado, onde o número de vagas ofertadas pela rede de ensino estadual e municipal, não atendem a demanda crescente dos estudantes do município.

Desde o início das matriculas dos novos alunos, uma imensa fila se formou na noite do dia anterior até a manhã do dia seguinte para tentar conseguir uma vaga na instituição de ensino do estado nas áreas fundamental e médio.

Cadeiras, redes e camas improvisadas de papelão, são às opções dos pais dos alunos para passarem a madrugada ao relento na porta das escolas, em busca da garantia de uma vaga nas escolas do governo do estado.

“Um direito de todos e dever do estado”, a garantia da educação aos nossos jovens está sendo uma maratona para a matrícula dos nossos filhos, “aqui na maior Escola Estadual do município “Deputado Raimundo Ribeiro de Sousa”, filas imensas se formam todas as noites, estendendo-se pela madrugada para tentar uma vaga, com isso, estamos passando todas as privações e sendo forçados ao sacrifico na garantia de ensino aos nossos filhos”, disparou a dona de casa Fátima Vilhena Cruz, 54 anos, moradora do bairro Cerro Azul.

Mesmo com todo o sacrifício, uma grande quantidade de alunos ficará fora das salas de aulas, em função a falta de vagas, que culminou com o início das obras da Escola Estadual Ana Pontes Frances, que deveria entrar em reforma em dezembro passado, mas sem recursos, as obras só terão início em fevereiro próximo, isso em função a assinatura de contrato para a construção da escola com recursos totais do governo do estado, e previsão de término no segundo semestre, com isso, os quase 1.200 alunos da escola, serão remanejados para outras escolas que atualmente são inexistentes, e assim será necessária a locação de salas de aulas em escolas particulares para absorver aos alunos, onerando duplamente o estado e o município, em função a falta de gestão pública e transparência com o manuseio dos recursos do governo.

Rede de ensino municipal – Na rede de ensino de responsabilidade da Prefeitura de Tucuruí, a situação e a mesma, a população denuncia a falta de vagas e as imensas filas nas portas das escolas do centro e dos bairros mais afastados, que durante as madrugadas são formadas imensas filas, tudo em função a falta de espaço físico, haja vista, diversas escolas do município tiveram suas obras de reforma e construção iniciadas através dos recursos do governo federal (Fundeb), e passado mais de três anos, ainda não estão concluídas tanto as reformas como as construções, diminuindo acentuadamente a quantidade de vagas para os alunos do curso fundamental, responsabilidade da prefeitura.

A equipe de reportagem acionou tanto a responsável pela Unidade Regional de Ensino da Secretaria de Educação do Estado, em Tucuruí, assim como a recém-nomeada Secretária Municipal de Educação de Tucuruí, a irmã do prefeito de Sancler Ferreira, Elen Ferreira, mas tanto a diretora da URE como a Secretária Municipal não quiseram se pronunciar sobre a falta de vagas nas redes públicas do estado e município.



Um comentário:

  1. isso é uma sacanagem. minha filha ficou tres noite na porta daquela escola raimundo ribeiro. pra conseguir uma vaga teve que passar uma noite na porta do rui barbosa na vila. os funcionarios do raimundo ribeiro são mal educado. até o porteiro, um velho analfa que fica lá na porta. depois que inventaro aquela lei, se disreipeita fucionario publico, pega cadéia de um ano ou mais, porquer não sanciona uma lei ao contrario, eles podem humilhar o povo a vontade, mais o povo não pode falar nada, que pais é esse, até o porteiro humilha o povo, não sabe nem explicar o portugués direito.

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