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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ônibus tomba e mata operário em Belo Monte


Ônibus tomba e mata  operário em Belo Monte, no local o pânico foi generalizado

No início da noite desta sexta-feira (30), os operários da construção das obras do barramento do rio Xingu em Altamira, que entrariam no turno às 18 h, sofreram um grave acidente na estrada Travessão 27 que da acesso ao sítio Pimental, em virtude das fortes chuvas que assolam a região, o ônibus que transportava cerca de 42 trabalhadores saiu da estrada e tombou por várias vezes.
Foi confirmada a morte do trabalhador Genivan Silveira, 26, que morreu na hora, os outros feridos foram levados para o hospital São Rafael em Altamira, segundo informações houve um pânico geral, porque, os outros ônibus pararam na estrada para que os trabalhadores acidentados pudessem ser socorridos. Os operários tiveram muitos ferimentos graves, segundo um dos funcionários que prestou auxílio na remoção das vítimas, três dos seus companheiros de trabalho já aparentavam estar sem vida, e nada mais podia ser feito para salvá-los.
Apenas uma morte foi confirmada pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM).
Mesmo com o grave acidente, não houve paralização na obra, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), fechou o trecho onde ocorreu o acidente para que o local fosse periciado. De acordo com o delegado Cristiano do Nascimento, chovia muito no momento do acidente e o ônibus tombou na estrada.  
Os ônibus com trabalhadores, e os veículos estão trafegando para a entrada e saída dos sítios da obra, através de um desviou pelo Travessão do KM 55. Um trecho, acidentado e de muitos abismos, que aumenta em três horas, o acesso aos sítios da obra de Belo Monte.  
NOTA: Após a publicação da matéria o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), confirmou o acidente e a morte do operário.(Wellington Hugles)

Líder de invasão liquidado com tiros durante reunião


Líder de invasão liquidado com tiros durante reunião
Ninguém quis falar como foi que se deu a execução de Raimundo Amadeu Araújo, de 54 anos, ocorrido na noite desta quarta-feira (28), por volta das 19 horas, na esquina entre as ruas 5 e Rua São João, no Bairro Filadélfia, mas, ao que se sabe, ele estava sentado em uma cadeira quando alguém efetuou ao menos nove disparos de pistola contra seu corpo, caracterizando nitidamente uma execução.
Quando curiosos, Polícia Militar, Imprensa e finalmente os peritos do Centro de Perícias Científicas (CPC) “Renato Chaves” chegaram ao local, puderam ver o corpo de Amadeu “sentado” em uma cadeira de macarrão e segurando uma espécie de agenda no colo. Próximo havia outras cadeiras onde algumas pessoas estavam sentadas no momento do crime, em reunião com a vítima.
A Reportagem apurou que uma dessas pessoas era o proprietário do quintal no qual eles estavam sentados, mas enquanto os trabalhos da polícia e da perícia científica duraram nem ele e nem as demais pessoas envolvidas apareceram para dar informações sobre a execução. “Em crime dessa natureza, ninguém fala. Tentamos colher informações, mas é aquele velha história: ninguém sabe e ninguém viu”, informou o cabo PM Rocha. Por esse motivo, estava difícil saber, ainda ontem, se o atirador estava sozinho, a pé, de motocicleta ou de automóvel, além do rumo que tomou ou mesmo suas características.
INVASÕES - Ainda segundo o cabo, que estava fazendo levantamentos no local, Amadeu era envolvido com diversas situações de invasão de terras e atualmente era tido como um dos líderes do Filadélfia, uma invasão. O sargento J. Carlos ainda acrescentou que ele também está envolvido em outra situação de invasão, próximo a Itupiranga.
 “Peguei informações de que a vítima era líder de invasores de terra. O trabalho dele não é aceito pela sociedade e quem tem esse tipo de função sabe que corre risco, sobretudo de conquistar muitos inimigos. Isso dificulta o trabalho, mas com certeza a polícia vai investigar e descobrir a autoria desse homicídio”, declarou o policial.
A respeito da tal “lei do silêncio”, em que ninguém comenta sobre os crimes e que está cada vez mais comum em Marabá, o perito Pablo Y. Castro, do CPC “Renato Chaves” conversou com a população presente orientando as pessoas a procurarem a Delegacia de Polícia Civil ou telefonarem ao Disque-Denúncia Marabá (3312-3350), para repassar informações com garantia de anonimato. “A gente sabe que muita gente não quer falar com a polícia no local do crime, mas sem a ajuda da comunidade fica impossível desvendar o crime. Então, vocês podem ajudar telefonando para o Disque-Denúncia”, informou.
PROCEDÊNCIA - A Reportagem apurou ainda na cena do crime que Amadeu seria morador do Bairro Bela Vista, mas nenhum familiar dele esteve no local para confirmar essas informações ou relatar se ele vinha sendo ameaçado e se existe algum suspeito. Enquanto a perícia era realizada, o celular da vítima tocava insistentemente e os peritos marcaram nove estojos deflagrados que estavam caídos ao chão, à direita do corpo.
Aparentemente, esse é mais um mistério que ficará a cargo de a Polícia Civil de Marabá investigar, apesar de nenhuma equipe ter sido enviada à cena do crime. A falta de informações pode deixar o trabalho de elucidação complexo. “A polícia não tem informações porque está todo mundo calado. Essa é a lei de pessoas que cooperam com o crime. Quando as pessoas não falam, elas estão cooperando para que esse tipo de situação continue. Nem considero a lei do silêncio, considero a lei da covardia”, finalizou o sargento J. Carlos. (Luciana Marshall)

Divisão da AMAT rouba cena em seminário para novos prefeitos


Divisão da AMAT rouba cena em seminário para novos prefeitos
O fato que ofuscou a abertura do Seminário “Novos Gestores - prefeitos eleitos e seus desafios” foi a sugestão do deputado federal Zé Geraldo (PT), para desmembrar a AMAT/Carajás (Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás, criando uma nova associação, por entender que a atual entidade não consegue atender adequadamente os 38 municípios associados.
Segundo Zé Geraldo, deveria existir uma associação para atender os municípios do sul do Pará e outra para os que estão na região sudeste. “Este é um território muito amplo para a AMAT. Não sei se uma associação consegue representar tão bem os interesses dessas duas regiões. Se eu fosse prefeito deste lado do Pará, gostaria de ter uma associação mais próxima, para representar melhor minha região”, opinou hipoteticamente.
 Na avaliação de Zé Geraldo, o Pará, a Famep e as regiões sul e sudeste do Estado ganhariam com esse desmembramento e as duas entidades juntas teriam mais forças para lutar pelas carências dos municípios que representariam.
Bastou o discurso de Zé Geraldo terminar, o presidente da AMAT-Carajás, Edson Alvarenga, prefeito de Nova Ipixuna, levantou-se de pronto (mesmo sem ser anunciado) e criticou o posicionamento do parlamentar federal. Segundo ele, manter a AMAT grande fortalece a luta pela criação do Estado do Carajás, uma das razões de ser da entidade que congrega os gestores destas duas regiões.
Alvarenga lembrou que a AMAT ficou enfraquecida quando foi criada a AMCAT (Associação dos Municípios Consorciados do Araguaia Tocantins) na década de 1990 e sofreu quando a entidade fechou e a associação pioneira teve de assumir suas dívidas. Todavia, o presidente da AMAT observou que caso seja realizado um estudo de viabilidade, a criação de consórcios envolvendo sete ou oito prefeituras, o que poderá fortalecer o trabalho dos municípios na gestão de serviços básicos, como o de saúde. “Precisamos nos fortalecer, não dividir”, sustentou Alvarenga.
A secretária da AMAT em Marabá, Tereza Andrade, concorda com o atual presidente da AMAT sobre a necessidade de manter a AMAT grande com a finalidade de manter a entidade forte politicamente. “A história recente provou que criar uma nova associação não traz bons resultados”, destacou.
O Seminário “Novos Gestores - prefeitos eleitos e seus desafios” é promovido pela Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep) em parceria com a Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (AMATCarajás).
 A abertura do seminário contou ainda com a participação de 28 dos 38 prefeitos associados, além do presidente da Famep (Helder Barbalho), deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB), da estadual Bernadete ten Caten (PT), prefeito eleito de Marabá, João Salame, presidente do Incra, Carlos Guedes e do superintendente Regional da Caixa, Floriano Kruly Neto.                        (Ulisses Pompeu)

Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás: Manobra arriscada tira caminhonete da rota de posto


Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás: Parada Gay de Tucuruí espera 30 mil pessoas


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Acidente no KM 40 da PA 263 na ponte do Rio Mojuzinho

 Primeiras imagens do ônibus submerso pela metade pelas águas do rio Mojuzinho no KM 40 da PA 263 em Breu Branco
Ponte que passa sobre o Rio Mojuzinho está localizada entre os municípios de Breu Branco e Goianésia no Km 40 da PA 263 (Foto: Ascom/Setran)
Por volta das 22 h, começaram a chegar ao Hospital Regional de Tucuruí as ambulâncias do Corpo de Bombeiros e dos municípios de Breu Branco e Goianésia do Pará, com as primeiras vítimas do acidente em Breu Branco na ponte do Rio Mojuzinho à 40 Km de Tucuruí, segundo informações dos socorristas, não houve nenhuma vítima fatal, apenas ferimentos leves e suspeitas de fraturas.
A equipe de atendimento do PS do Hospital Regional foi reforçada para o atendimento as vítimas durante toda a madrugada.
Durante o início da madrugada será realizada a operação para tentar retirar o ônibus das águas do rio Mojuzinho, o trânsito começou a fluir gradativamente nas duas direções. (Wellington Hugles)

Ônibus da Açailândia cai na Ponte do Rio Mojuzinho em Breu Branco


Ônibus da Açailândia cai na Ponte do Rio Mojuzinho em Breu Branco
Por volta das 20 h, o ônibus da empresa Açailândia cai na ponte construída para o desvio da ponte principal que se encontra em obras no rio Mojuzinho, segundo informações o ônibus cai logo após a cabeceira da ponte dentro do rio, devido as fortes chuvas que assolam a região desde o final da tarde desta quinta-feira.
Dezenas de passageiros estão feridos, e estão sendo levados para o Hospital Regional de Tucuruí e de Goianésia do Pará.
Até o momento não foi confirmado nenhuma vítima fatal, há muita movimentação na estrada, e já esta se formando um grande engarrafamento nas duas direções da PA 263 próximo a Ponte do Mojuzinho em função do bloqueio da ponte.
Muitas ambulâncias dos municípios de Breu Branco, Goianésia e Tucuruí estão seguindo para o local para o socorro as vítimas.  (Wellington Hugles)

Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás: "Segurança" é torturado e morto a tiros


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás: OAB Subseção Tucuruí com nova diretoria


Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás:Tucuruí promove 7ª edição da Parado do Orgulho LGBT



Jovem torturado e executado a tiros em Tucuruí


O jovem Erick Xavier conhecido como “Segurança”, torturado e executado com três tiros no KM 20 da BR 422 em Tucuruí


Jovem torturado e executado a tiros em Tucuruí

O jovem Erick Xavier conhecido como “Segurança”, 23 anos, morador do bairro do Paravoá em Tucuruí sudeste paraense, foi torturado e executado a sangue frio com três tiros e, seu corpo desovado na Rodovia Transcametá (BR 422), KM 20, próximo a aldeia indígena dos Assuriní.
Passada uma semana da execução de Elison Dias, “Tininho”, que foi executado no último dia 20, com seis tiros na porta da casa de sua mãe no bairro da Cohab.
Mais um assassinato a sangue frio e com regime de crueldade foi registrado em Tucuruí, desta vez levando a morte o nacional Erick Xavier conhecido como “Segurança” de 23 anos.
Segundo informações prestadas pelo delegado Sandro Rivelino diretor da especializada, o crime está caracterizado como de execução, pela forma em que foi encontrado o corpo.
Tortura - Antes da execução do nacional Erick Xavier, ele foi cruelmente torturado, sendo queimado com pingos de saco plástico, e outras partes do tórax e braço com queimaduras de maior proporção, teve seu dedo indicador cortado, e sua língua queimada.
Seu corpo apresentava três perfurações de bala, na mão direita, costa e um tiro de “misericórdia” entre as sobrancelhas na testa que perfurou seu globo ocular saindo no pescoço.
O corpo foi abandonado às margens da Rodovia Trancametá - BR 422- na altura do KM 20, nas proximidades da aldeia indígena dos Assuriní.
Tiros - Por volta das 15 h da terça-feira (27), os moradores da aldeia Assuriní ouviram disparos de revólver, foi quando houve uma movimentação dos indígenas que correram para a rodovia e após a procura acharam o corpo baleado próximo à ponte na entrada da reserva.
A liderança dos Assuriní acionou a Polícia Militar através do 190, e, após pouco tempo, as equipes da Polícia Militar e Civil chegaram ao local, com a constatação da morte do nacional, o delegado acionou o Instituto Renato Chaves para a perícia do local do crime, e a equipe do IML, para a remoção do cadáver para a realização de autopsia.
O corpo foi liberado aos familiares para o velório no início da noite da terça-feira (27), e, às 10 h desta quarta-feira (28), o féretro foi sepultado no Cemitério Público de Tucuruí “Jardim da Saudade”.
Antecedentes - Consta nos registros da Seccional de Tucuruí que o nacional Erick Xavier conhecido como “Segurança”, respondia pelos crimes de porte ilegal de arma e tentativa de homicídio.
Ligação - Tudo indica, que as duas mortes com uma semana de intervalo estão ligadas, inclusive segundo informações dos vizinhos de Erick, logo após o meio-dia da terça-feira, sentiram a ausência de “Segurança”, que sempre, após o almoço, ficava pelo bairro. E naquela manhã estava limpando o terreno da casa de sua mãe, segundo uma pessoa que não quis ter seu nome identificado “Segurança” como era conhecido, recebeu uma ligação telefônica pedindo que ele se dirigisse até a estrada da Transcametá. Por este motivo, suspeita-se que, Erick Xavier foi capturado e logo após levado para o KM 20 onde foi torturado, mutilado, morto e desovado.
Até o momento, estas informações são apenas especulações, mas, na verdade a cada dia que passa os crimes fatais que estão ocorrendo na cidade, estão se caracterizando em prováveis pessoas, que, estão fazendo “justiça” com as “próprias mãos”, banalizando a ação das autoridades, que, dos crimes de execução ocorridos neste ano, até o momento ainda não se conseguiu elucidar nenhum, tudo em função da “lei do silêncio”, que impera nestes casos, impossibilitando o levantamento de maiores informações para o esclarecimento dos crimes.   (Wellington Hugles)


Diário do Pará no Caderno Diário do Carajás: Ibama apreende duas toneladas peixe em Tucuruí




ISTOÉ: Estudos apontam falhas graves na proteção das urnas eletrônicas

Matéria vinculada na edição 2239 de 10/Outubro /2012 da revista de circulação nacional ISTOÉ esclarece que estudos comprovaram que urnas eletrônicas não são seguras, e que, estão imunes a violações


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Festa dupla de niver de Arthur e sua mãe Fátima Almeida


Parabéns Arthur e Fátima, muitos anos de vida, vocês são os meus mais preciosos tesouros.
Uma homenagem do pai e esposo Sandoval - Vavá

Quem virou a folhinha foi a nossa belíssima amiga e leitora do JT ON LINE, Fátima comemorando mais uma risonha primavera no último domingo (25). 
As comemorações foram entre seus familiares, com seu esposo Sandoval – Vavá e seu filho Arthur, em se falando de Arhur Almeida no último domingo (18), também rolou uma festinha que contou com a presença de inúmeros amigos em comemoração ao aniversário do futuro advogado que muita orgulha seus pais.
Da redação do JT segue os votos de muitas felicidades, saúde e prosperidade aos aniversariantes, e que, a grande atenção dispensa a este blogueiro na oportunidade da visita e a participação na comemoração do aniversário da amiga Fátima, sejam expansivas a todos aqueles que lhe admiram, e que, lhe querem bem.


sábado, 24 de novembro de 2012

Barrêto vence folgada a eleição da Ordem dos Advogados do Brasil subseção Tucuruí

Fotos Wellington Hugles
 Marcelo Matos Barrêto presidente (ao centro), Iriel de Brito Batista vice-presidente (lado esquerdo) e Maurício Batestella secretário geral (lado direito)

OAB Subseção Tucuruí será administrada por Barrêto, Batista e Batestella

Aconteceu na manhã da última quarta-feira (21/11), na sede da OAB Tucuruí, localizada na Avenida Sete de Setembro, Pimental, o pleito para eleger a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Tucuruí, para o triênio 2013-2015.
Dos 64 advogados aptos a votar, apenas 47 foram às urnas, sendo registrada uma abstenção de 17 eleitores. No momento da votação, os advogados filiados à OAB/Pará, inscritos nesta Subseção, exerciam o voto para a escolha da diretoria da Seccional Pará e da Subseção Tucuruí.
Disputaram à presidência da Subseção Tucuruí, a atual presidente e candidata a reeleição Silvia Sodré, que enfrentou Marcelo Matos Barrêto, após o encerramento da votação, iniciou-se a contagem dos votos, sendo eleito pela maioria absoluta dos filiados, o advogado Marcelo Matos Barrêto, com 35 votos, contra 10 votos da advogada Silvia Sodré. Foram registrados ainda, um voto nulo, e, um voto em branco, além de 17 abstenções.
Compõem a chapa vencedora denominada “Renovação – OAB Tucuruí”, Marcelo Matos Barrêto (presidente); Iriel de Brito Batista (vice-presidente); Maurício de Alencar Batistella (secretário-geral); Aline Pereira dos Santos Amaro Correia (secretária-geral adjunta) e Maurício Barbosa Figueiredo (diretor-tesoureiro).
Estado - O resultado da votação em Tucuruí para a presidência da OAB Pará, foi marcado com um empate entre Jarbas Vasconcelos e Avelina Hesketh, obtiveram 20 votos cada chapa. Já a chapa encabeçada por Eduardo Klautau recebeu apenas 07 votos. No Pará, a chapa “OAB por Você”, que tinha como candidato à presidente Jarbas Vasconcelos, venceu a eleição. Vasconcelos foi reeleito com 2.492 votos e continuará presidindo a Ordem até 2015. A chapa de Avelina obteve 2.330 votos e a de Klautau 1.106 votos. Exerceu o direito ao voto em todo o estado, 5.928 filiados a Ordem.
O novo presidente da Subseção da OAB de Tucuruí, Marcelo Matos Barrêto, aproveitou a oportunidade para agradecer a confiança depositada em sua chapa. “Agora que a disputa democrática acabou, devemos nos unir para buscar melhorias para nossa Subseção, podem ter certeza, que com a ajuda de todos, faremos uma OAB muito melhor. Temos certeza que o presidente Jarbas Vasconcelos, reconhecerá nossos esforços para sua reeleição. Esta parceria vitoriosa foi firmada poucos dias antes da eleição, e, consideramos que o empate obtido em Tucuruí muito positivo, uma vez, que a candidata Avelina tinha larga vantagem na preferência dos colegas. A reaproximação com a diretoria regional será de grande valia para todos os profissionais e cidadãos dos municípios que compõem esta Subseção”.
Subseção – Incorporam a Subseção, além de Tucuruí, os municípios de Breu Branco, Goianésia do Pará, Novo Repartimento, Pacajá (hoje, jurisdicionado à Subseção de Altamira) e Tailândia.
Procon – O presidente eleito Marcelo Barrêto, aproveitou a oportunidade para informar que a nova diretoria aprofundará a proposta da instalação do Procon em Tucuruí. “Trabalharemos a celebração do convênio de cooperação, visando o pronto atendimento às reclamações dos consumidores de nosso município, que atualmente não dispõe deste importantíssimo órgão de defesa e proteção do consumidor, como a parceria prevê, o órgão funcionará na sede da OAB” afirmou Barrêto.
Posse - A posse da nova direção da OAB Subseção de Tucuruí, está prevista para a primeira quinzena do mês de janeiro de 2013. E durante este período, a nova diretoria estará realizando a transição administrativa, tomando pé da atual situação da Ordem, e tendo conhecimento de todas as ações desenvolvidas pela gestão da presidenta Silvia Sodré, para poder preparar o novo cronograma de atividades a serem desenvolvidas em 2013.                  (Wellington Hugles)

Independente X Castanhal hoje ás 17 h estádio "Navengantão"


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Justiça Federal inaugurou subseção em Tucuruí


Justiça Federal inaugurou subseção em Tucuruí
Ocorreu nesta quinta-feira (22) às 18 h, a inauguração do novo Fórum da Subseção Judiciária Federal de Tucuruí, realizada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Mário César Ribeiro.
Cerca de 400 mil pessoas que habitam nestes sete municípios da região sul e sudeste, terão facilitado o acesso à Justiça Federal com a inauguração da Subseção de Tucuruí. A nova vara terá competência geral, ou seja, julgará ações de qualquer natureza, inclusive penais, cíveis e de execuções fiscal.
Adjunto à nova unidade, também funcionará um juizado especial, que aprecia pequenas causas, no valor de até 60 salários-mínimos. Além do município de Tucuruí, a nova subseção vai ter jurisdição sobre mais seis municípios: Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Novo Repartimento, Pacajá e Tailândia. O juiz federal substituto Marcelo Honorato é quem vai responder inicialmente pela vara.
A solenidade de inauguração da nova vara federal teve início às 18 h, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Tucuruí (Acit), e contou com a presença de inúmeras autoridades e da população em geral, dentre as autoridades, esteve presente o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador federal Mário César Ribeiro; do diretor do Foro da Justiça Federal no Pará, juiz federal Ruy Dias de Souza Filho, do juiz federal da 7ª Vara de Belém, Daniel Santos Rocha Sobral, e do juiz federal Marcelo Honorato. Logo após todas as autoridades e convidados presentes ao evento, foram convidados a acompanharem o descerramento da placa inaugural do novo fórum, que ocorreu na sede da Subseção Judiciária de Tucuruí, na Rua 1, esquina com W-1, também no Bairro Jardim Marilucy, no altos do prédio onde funcioná a Faculdade Gamaliel.
Segundo o diretor do Foro, Ruy Dias, a instalação da nova unidade é mais um passo no projeto de interiorização do TRF da 1ª Região. “O Pará, como se sabe, é um Estado de dimensões continentais. É nesse sentido que a criação de mais uma vara do Judiciário Federal contribuirá de forma decisiva para facilitar o acesso de milhares de pessoas à Justiça”, disse o magistrado. (Wellington Hugles)



Homenagem da ASMOVIPE pelos 28 anos da entrada em funcionamento da Usina Hidrelétrica de Tucuruí


Belo Monte poderá parar nesta sexta

 As marcas da última manifestação em defesa do reajuste salarial dos trabalhadores de Belo Monte
Máquinas poderão paralisar nesta sexta (23)

Belo Monte poderá parar nesta sexta

Passado duas semanas da última manifestação de descontentamento dos operários que trabalham na obra de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu em Altamira, por não concordarem, ao índice de reajuste salarial oferecido pelo Consórcio Construtor Belo Monte – CCMB, e, aceito, sem o aval dos trabalhadores, pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará – Sintrapav.
Manifestações - No último sábado (9), dezenas de operários da obra de Belo Monte, realizaram diversas manifestações, culminando com a destruição e queimada de diversos prédios da empresa CCBM, em função das informações, que a diretoria do Sintrapav, teria fechado acordo em nome dos operários com a CCBM, aceitando o reajuste de apenas 4% a 11% aos funcionários da obra, e que, o período de “baixada” para quem não tenha um ano de empresa, continuará de 90 dias, para visita a família.
Estes foram os motivos que levaram a revolta dos operários, que tiveram informações que, seria realizado no sábado (9) e domingo (10), assembleias gerais com parte dos operários para consolidar e aprovar o acordo selado entre a direção do Sintrapav e os patrões.
Aprovação – Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelo CCBM era de aumento de 11% para carteiras assinadas com teto de até R$ 1.500,00; 6% para os que ganham de R$ 1.500,00 até R$ 3.000,00; e 4% para os que ganham acima de R$ 3.000.00. Já a baixada (período de visita à família) seria distribuída da seguinte forma: manutenção aos novatos de seis meses, aos de segunda baixada quatro meses e aos de terceira baixada de três meses, além do vale alimentação que aumentaria de R$ 110,00 reais para R$150,00.
No entanto, segundo os trabalhadores, a proposta do CCBM não atende todas as reivindicações. Avança muito pouco sobre a baixada e aumento real de salário, chegando ao ponto de ficar abaixo da inflação para os trabalhadores que recebem acima de R$ 3 mil. Além disso, os operários questionam o apoio continuo do sindicato às medidas do Consórcio.
O CCBM não atende também propostas dos trabalhadores, entre as quais a instalação de lavandeiras dentro dos alojamentos, já que os trabalhadores sofrem com a falta de máquinas de lavar; a instalação de torres de telefonia de outras operadoras para quebrar o monopólio da operadora OI, na qual os trabalhadores ficam impedidos de ligar a uma longa distância pagando pouco; a baixada para o profissional e para o ajudante (hoje em dia apenas o profissional tem direito a baixada); a baixada de avião para qualquer distância, já que o CCBM pensa em impor a viagem de ônibus àqueles operários que moram até 1.500 km de distância; a equiparação salarial, pois há diferenças salariais para a mesma profissão, entre outras reivindicações
Para os operários que diariamente estão sol-a-sol trabalhando na obra, estes reajustes no salario, ticket alimentação, são muito inferiores a expectativa dos trabalhadores e devido a realidade atual de sobrevivência na cidade de Altamira, que vive uma aquecimento econômico e o custo de vida encontra-se altíssimo, ficando impossível um operário sobreviver pagando aluguel e alimentando sua família, com um salario diminuto. O interessante e, que quando chega o período de reajuste de nossos salários, “nossa entidade representante de classe não defende os nossos interesses reais dos operários, e sim, os do patrão”, desabafou um trabalhador da obra. 
Paralização – Segundo informações obtidas pelos operários desde segunda-feira (19), a direção do Sintrapav está marcando assembleia geral para que os operários aprovem a proposta defendida pela entidade, mas, os operários não aceitam este indicativo de percentual de reajuste, por este motivo, durante todos estes dias, as assembleias estão sendo remarcadas, mas, hoje (23), e a data final determinada pelo Sintrapav para a aprovação, e, os trabalhadores da obra de Belo Monte na sua maioria absoluta não aceitam a proposta defendida pelo Sintrapav, inclusive, os encarregados, já concordaram, em unanimidade “cruzar os braços” em busca de seus direitos, haja vista, que a proposta da coletividade é um reajuste de 20% a todos os empregados, em todas as categorias, e, o aumento do ticket alimentação para R$ 300,00, além do período de baixada de visita a família diminuir a todos os operários, independente do tempo de carteira.
Força Nacional - Segundo informações, o clima encontra-se tenso nos canteiros de obras em Belo Monte, o local, conta com a presença da Força Nacional e da Polícia Militar, que esta orientada a manter a ordem e assegurar que não haja novas manifestações.
A equipe de reportagem tentou inúmeros contatos com a direção do Sintrapav tanto na matriz em Tucuruí como na filial de Altamira, para os devidos esclarecimentos, sendo informados que os diretores estavam viajando, e que, apenas eles poderiam comentar o assunto.  (Wellington Hugles)





Comissão da CSP-Conlutas constata que não há provas contra os operários de Belo Monte presos em Altamira


Comissão da CSP-Conlutas constata que não há provas contra os operários de Belo Monte presos em Altamira

Os cinco operários presos na delegacia da Policia Civil de Altamira, apontados pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) como responsáveis pela revolta ocorrida entre os dias 10 e 12 no interior dos canteiros de obras, receberam na manhã desta quarta-feira a visita da Comissão da CSP-Conlutas-Central Sindical Popular.
Entre os membros da Comissão estão à advogada da Central, Anacely Rodrigues, o diretor do – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém Sandro Carvalho e o vereador, recentemente eleito em Belém, Cleber Rabelo, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU, também operário da Construção Civil.
No dia 20, logo no início da manhã, a comissão se deslocou até o Fórum Criminal de Altamira, lá tiveram acesso ao processo criminal em que os trabalhadores são acusados de incêndio, formação de quadrilha e dano ao patrimônio. A comissão da CSP-Conlutas constatou-se que até agora a única coisa que existe são acusações, pois não há nenhuma prova concreta que incrimine esses operários.
“No processo, o que existe são fotos que não comprovam a presença de nenhum dos operários presos e o depoimento de um “chefe da administração da empresa” acusando de forma unilateral esses trabalhadores, sem ter como provar que são eles os autores de qualquer ação das quais estão sendo acusados. Como se vê, isso é uma grande injustiça”, disse Cleber Rabelo.
Depois de ter acesso ao processo, a advogada da CSP-Conlutas,  Anacely Rodrigues, conversou com a Juiza da 3ª Vara Drª. Gizely e solicitou que tentasse agilizar a apreciação do pedido de liberdade provisória feito pela Defensoria Pública do Estado. Em seguida, a comissão foi até a delegacia de polícia e conversou com os operários que se encontram presos já há 10 dias.
A advogada da Central, Anacely Rodrigues, afirmou que os trabalhadores que se encontravam muito desamparados, sem nenhuma informação sobre suas situações, e que essa visita foi um momento muito emocionante para a comissão e para os trabalhadores que receberam o apoio e a solidariedade de classe da CSP-Conlutas, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém e do vereador eleito Cleber Rabelo (PSTU/PA).
A comissão constatou que os trabalhadores foram desamparados pelo Sintrapav, sindicato que diz ser o representante legal dos trabalhadores da construção da Hidroelétrica de Belo Monte. “A CSP-Conlutas intensificará sua luta pela libertação imediata desses trabalhadores. A princípio pode-se ver que a maior possibilidade é que tudo não passa da tentativa do CCBM de criminalizar a luta dos operários”, afirmou Sandro, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém.
Os cinco trabalhadores presos são: Ernesto, de Ji-Paraná; Eliseu, de Breu Branco; Mateus, de Barcarena; Odivaldo e Raimundo, de Belém.
 “As provas contidas nos altos não provam nenhuma das acusações feitas aos operários”, disse a advogada Anacely.

Usina Hidrelétrica de Tucuruí comemorou 28 anos de pura energia

Fotos: Arquivo do Jornal de Tucuruí
Usina Hidrelétrica de Tucuruí comemorou 28 anos de geração de pura energia para o Pará e o Brasil


Usina Hidrelétrica de Tucuruí a maior usina genuinamente brasileira
Primeiro lançamento de concreto da UHE Tucuruí Camargo Corrêa e Garcia Lanno
Inauguração da primeira turbina geradora em 1984 pelo presidente João Batista Figueiredo
 Inauguração da 13ª turbina em 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso
 Inauguração da 17ª turbina pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva
Casa de força com 25 turbinas em plena geração de energia

A Usina Hidrelétrica de Tucuruí construída no Rio Tocantins, em Tucuruí, sudeste do Pará, tem sua capacidade geradora instalada de 8.370 MW. É a maior usina hidroelétrica 100% Brasileira em potência instalada. Seu vertedouro tem a capacidade de escoar 110.000 m³/s no período do inverno, sendo o segundo maior vertedouro do mundo. A construção foi iniciada em 24 de novembro de 1974, e sua primeira fase inaugurada em 22 de novembro de 1984 pelo presidente João Batista Figueiredo, na época com a capacidade de gerar 4000 MW, ampliada em meados de 2010 para a capacidade geradora de 8.370 MW, através de suas 25 turbinas em que estão em pleno funcionamento.
Grandiosidade – A Usina Hidrelétrica de Tucuruí teve os primeiros estudos de engenheiros brasileiros para aproveitamento hidrelétrico do Rio Tocantins por volta do ano de 1957. O projeto ganhou força na década de 60 como parte de políticas do Governo Federal para o desenvolvimento e integração da Amazônia, e para atender a indústria de alumínio gerada pelos jazigos de bauxita da região. Outro objetivo era possibilitar a navegação naquele trecho do rio, originalmente cheio de corredeiras.
O projeto civil foi feito pelo Consórcio Projetista Engevix-Themag. A construção coube à Construtora Camargo Corrêa, e quebrou todos os recordes mundiais de terraplenagem, exigindo 50.223.188 m³ de escavações, 41.600.000 m³ de aterro, e 6.000.000 m³ de concreto.
As turbinas e suas instalações foram projetadas na França pelo laboratório da Neyterc na cidade de Grenoble. Seis turbinas foram construídas no Brasil e as outras seis na França.
A barragem de Tucuruí, de terra, tem 11 km de comprimento e 78 m de altura. O desnível da água varia com a estação entre 58 e 72 m. O reservatório tem 200 km de comprimento e 2.850 km² de área quando cheio, ou seja, 0,341 km² por MW instalado. Contando com mais de 1.600 ilhas.
O reservatório tem volume total de 45,5 km³ (para cota de 72 m) e volume útil de 32,0 km³. A usina está ligada à rede nacional pela linha de transmissão entre Presidente Dutra (Maranhão) e a Usina Hidrelétrica de Sobradinho, via Boa Esperança (Piauí).
A Usina Hidrelétrica de Tucuruí - UHE Tucuruí é a principal usina integrante do Subsistema Norte do Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo responsável pelo abastecimento de grande parte das redes: da Celpa (no Pará), da Cemar (no Maranhão) e da Celtins (no Tocantins).
Em períodos de cheia no Rio Tocantins, a Usina de Tucuruí também complementa a demanda do restante do país através do SIN.
Para abrigar os operários e famílias foram criadas pela Eletronorte as vilas residenciais Pioneira, Temporária I e Temporária II. As Vilas Temporárias I e II eram construídas em madeira e incluíam, além das residências, um centro comercial com um cinema, uma Escola Infantil, um hospital e um clube social.
Construída anos mais tarde, em alvenaria, a Vila Permanente dispunha também de um aeroporto, um porto fluvial e um grande hospital para atendimento da população local, além dos funcionários da construção. Essas vilas eram condomínios fechados no meio da selva amazônica, com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, e escolas desde creche até o nível técnico.
A partir de 1984, finalizada a primeira etapa da construção da hidrelétrica as vilas temporárias foram gradualmente desativadas, e a residências da vila pioneira foram doadas aos moradores de Tucuruí.
Custos - O custo da Fase I da barragem foi US$ 7,5 bilhões (dólar de 1986), incluindo US$ 2 bilhões (23%) de juros do financiamento. As linhas de transmissão e sub-estações custaram outros US$ 1,3 bilhões. Os custos de manutenção e operação médios (1995 a 1998) foram US$ 13,8 milhões por ano (em dólar de 1998). A produção entre 1995-99 foi em média 22,4 TWh por ano, a um custo unitário médio entre US$ 34 e US$ 58 por MWh, dependendo do modelo contábil usado. Em comparação, a tarifa média nacional nesse período era US$ 70 por MWh. Entretanto, os benefícios econômicos regionais e nacionais esperados da usina nesse período foram perdidos por conta de tarifas muito reduzidas (US$ 24/MWh em 1998) oferecidas às grandes indústrias, especialmente de alumínio (japonesas, canadenses e norte-americanas), por compromisso assumidos no início do projeto. Outro agravante foi a decisão do governo de usar cimento nacional a um preço elevado, para beneficiar os produtores nacionais, em vez de importar cimento mais barato da Colômbia.
Em 1998 a Fase 2 estava prevista para custar US$ 1,35 bilhões e a finalização das eclusas US$ 340 milhões, e um custo de US$ 20/MWh.
Impactos - A inundação de vários povoados pelo lago da hidrelétrica obrigou a Eletronorte a construir dois povoados com infraestrutura urbana: Novo Repartimento na porção sudoeste e Breu Branco a leste, emancipados posteriormente do Município de Tucuruí em 31 de dezembro de 1992. Deve-se ressaltar que diversas cidades e povoados deslocados pela Eletrobras Eletronorte (Jacundá, Jatobal e outras) já eram frequentemente inundados pelas enchentes sazonais do rio Tocantins, a qual atingiu a vazão medida de 68.400 m3/s, considerada nos estudos de Hidrologia como a vazão de período de retorno de 100 anos.
Impacto ambiental e social - Tucuruí foi construída entre 1974 e 1985, durante a ditadura militar, numa época em que havia relativamente pouca preocupação com questões ambientais e desprezo geral por direitos civis. O projeto inicial previa desmatamento da região a ser alagada, mas no fim apenas 140 km² dos 2.850 km² foram limpos, com perda de 2,5 milhões de m³ de madeira potencialmente comercializável.
Estima-se que houve alguma perda de biodiversidade, especialmente de espécies de peixes adaptados às corredeiras ou que migravam ao longo do rio. (Em Tucuruí não foi construída nenhuma escada para peixes, precaução hoje considerada essencial para barragens nesse ambiente.) A pesca a jusante diminui de 1000 para 500 toneladas por ano; porem, na região do reservatório ela aumentou de 300 para mais de 3000 toneladas por ano, entre 1981 e 1998.
Enquanto boa parte da população a montante, incluindo grandes proprietários do vale de Caraipé e as tribos indígenas Parakanã, foi em parte indenizada e contemplada com investimentos em infraestrutura, a tribo Gavião da Montanha e toda a população a jusante, incluindo os índios Assurini, não recebeu indenização alguma.
No município de Tucuruí, 16,7% das famílias não possuem energia, de acordo com dados do Censo 2010. Nas cidades de Breu Branco e Novo Repartimento, que ficam na região da usina, 10% da população está no escuro. Mesma porcentagem da média nacional. A situação de Tucuruí não é tão ruim, mas ainda há famílias isoladas nas ilhas ao lado usina, onde é muito difícil levar energia, vivendo a luz de lamparina.
Comemoração - O presidente da Eletrobrás Eletronorte, Josias Matos de Araújo, destacou as ações socioambientais realizadas pela empresa nas comunidades do entorno da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, como o Plano de Inserção Regional e o Plano Popular de Desenvolvimento Sustentável da Região à Jusante da UHE Tucuruí. “Por meio desses programas, a Eletronorte vai investir, em 20 anos, R$ 360 milhões em projetos de saúde pública, educação, meio ambiente, desenvolvimento urbano e agricultura familiar”, disse Araújo. Tucuruí, a maior hidrelétrica totalmente brasileira, com capacidade instalada de 8.370 MW, comemora 28 anos de geração de pura energia para o Pará e o Brasil. (Wellington Hugles)

Diário Polícia: Tininho é executado com seis tiros

Servidores desviavam sinal do Navegapará


Servidores desviavam sinal do Navegapará
Cabos de conexão via wireless, usados para recepção do sinal de internet, foram apreendidos nas casas dos acusados (Foto: Ascom Polícia Civil)
A Polícia Civil desarticulou um esquema criminoso de desvio de sinal de internet do Navegapará em Uruará, sudoeste do Estado. Três servidores estaduais foram presos em flagrante, na terça-feira (20), acusados de desviar, para uso em benefício próprio, o sinal administrado pela Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). A ação fez parte da operação “Gato Net”, coordenada pela superintendência da Polícia na região do Xingu.
Nas casas dos servidores e no estabelecimento comercial de propriedade de um dos envolvidos – cujos nomes não foram divulgados –, foram apreendidos aparelhos para acesso à internet sem fio, usados na recepção do sinal. Os acusados foram indiciados pelo crime de furto, que por lei é afiançável. Todos pagaram o valor de fiança e foram liberados para responder ao processo criminal. As prisões resultaram de investigações feitas na região para apurar o esquema detectado pela Prodepa.
Segundo o delegado Cristiano Nascimento, que atua na região, a Prodepa detectou que estava ocorrendo o furto do sinal de internet em Uruará. No decorrer da apuração, a equipe policial identificou que o vazamento vinha de um órgão estadual no município. Ainda segundo as investigações, o desvio foi feito por um funcionário público que tinha acesso à senha de conexão à internet. “O procedimento foi feito de forma irregular e sem o conhecimento da Prodepa”, informou o delegado.
"Autuamos essas pessoas em flagrante por furto. Como a pena máxima do crime é de quatro anos de prisão, por lei, elas tiveram o direito de pagar fiança arbitrada por mim e todos foram liberados para responder em liberdade”, explicou o delegado.
O fato foi comunicado ao juiz de direito da Comarca de Uruará, Vinícius de Amorim Pedrassoli, e ao Ministério Público, com pedido de continuidade das investigações por meio de inquérito e também para prosseguimento do processo criminal na Justiça. “Conseguimos suspender o sinal da Prodepa no município temporariamente, para cancelamento do sinal via rede sem fio", explica o delegado.
Segundo ele, as investigações prosseguem para chegar a outras pessoas envolvidas no esquema. Pelo menos 25 pessoas podem ter sido beneficiadas com o esquema, por meio de compra do sinal desviado pelos acusados. "Sabemos que o desvio foi feito via rede de internet sem fio, o que torna mais complicada a investigação. Por isso, suspendemos o sinal para que, quem tivesse comprado ilegalmente o acesso à internet, ficasse sem acesso. Foi colocada uma senha de bloqueio”, explicou.
Segundo o delegado, não há suspeitas sobre os diretores dos órgãos estaduais de onde os servidores são oriundos. "Os funcionários aproveitaram o fato de terem acesso ao sistema Navegapará para, assim, desviar o sinal para suas casas. Esses servidores vão responder a processos criminais, que serão encaminhados ao Poder Judiciário”, concluiu.
(Agência Pará)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Perseguição e apreensão de menor conduzindo perigosamente caminhonete pelas ruas de Tucuruí

Perseguição e apreensão de menor conduzindo perigosamente caminhonete pelas ruas de Tucuruí
O final de tarde desta quarta-feira (21), foi marcado por uma grande movimentação de viaturas da Polícia Militar, ao todo foram seis viaturas que participaram da perseguição e apreensão de um menor que dirigia uma Caminhonete Frontier de placas  JVX 3659 de cor preta.
O menor teria saído de sua casa, deslocando-se até a vila permanente, mas ao passar ao lado de uma viatura da PM, começou a acelerar e dar cavalo de pau, foi quando os policiais iniciaram a perseguição ao veículo pelo centro da cidade, a caminhonete toda película desceu a Avenida Lauro Sodré em alta velocidade, dobrando na contra mão na Rua Siqueira Campos, seguindo até a altura da entrada do bairro da Jaqueira, foi quando as diversas viaturas fecharam o cerco, e conseguiram parar o veículo, para a surpresa dos policiais a caminhonete estava sendo conduzida por um menor de 17 anos de apelido “Cacá”, conhecido pelos policiais por sempre desafiar a PM e a CTTUC, empinando motos e dando tiros com a moto pela cidade.
O menor foi conduzido juntamente com a caminhonete a Depol, e apresentado à autoridade policial, que tomará as providências cabíveis ao caso.
Por muito pouco, a Caminhonete não causou diversos acidentes, haja vista, que trafegou fugindo da PM em diversas vias em contra mão, podendo atropelar diversas crianças no bairro da Jaqueira que estavam saindo da escola. Esperamos que a autoridade policial tome as providências necessárias para coibir estes abusos cometidos por menores que ficam empunes por obediência a lei que os beneficia.  (Wellington Hugles)

Caminhão com caixas eletrônicos tomba na BR 422








Caminhão tombado na BR 422
No final da tarde desta quarta-feira (21), por volta das 18:20 h, um caminhão da empresa de transporte Granero de placas CZZ 7407, que chegava de Belém para Tucuruí, tombou após o motorista Antônio Edivaldo Moreira da Silva, ter perdido a direção do veículo, na curva de entrada da cidade de Tucuruí no Km 7 da BR 422, segundo informações dos ajudantes que estavam com o motorista na boleia, a carga de móveis de escritórios e equipamentos de informática e caixas eletrônicos seria entregue no Banco do Brasil no município vizinho de Novo Repartimento, e que, em Tucuruí seria entregue apenas um nobreak na agência do banco.
Mas, em função do acidente, o frete ficou comprometido. O acidente ocorreu devido o motorista que não conhecia a entrada da cidade, no ponto onde há uma curva no final da rodovia de mão dupla e a entrada para a continuidade da rodovia em mão única, ficando o caminhão tombado lateralmente na curva, por sorte, o acidente não foi ainda maior, pós no momento em que ocorreu o tombamento do caminhão, nenhum outro veículo trafegava no cruzamento da via.
A Companhia de Trânsito de Tucuruí – CTTUC, esteve presente no local com seus agentes, que sinalizaram a rodovia evitando possíveis acidentes, tendo em vista uma das vias estar interditada pelo caminhão virado.
A empresa acionou um auto socorro para retirar o caminhão da rodovia e após a verificação da carga, dar continuidade ao frete ou seu retorno a Belém. (Wellington Hugles)

"Tininho" tomba com 6 tiros em Tucuruí


"Tininho" tomba com 6 tiros em Tucuruí
No final da tarde desta terça-feira (20), mais um assassinato a sangue frio foi registrado na cidade de Tucuruí. Por volta das 18 h, em frente à residência de sua mãe, localizada atrás da quadra de esportes da Praça das Mangueiras no bairro da Cohab, o nacional Elison Dias, 26 anos, conhecido como “Tininho”, foi executado com 6 tiros, segundo informações de populares, “Tininho” como era conhecido, havia chegado em seu carro na casa de sua mãe, após algum tempo na residência, ele resolveu ir para a frente da casa e realizar reparos no som de seu carro, sendo surpreendido por dois elementos em uma moto. Foi neste momento que "Tininho" tentou adentrar a casa sendo alvejado com diversos tiros por um elemento que estava no carona da moto, o primeiro disparou acertou a cabeça, e o restante perfurou todo o seu peito, após os disparos os elementos evadiram-se rapidamente do local. Ninguém conseguiu identificar os elementos que estavam vestidos de jaqueta e de capacete, e a moto estava sem placa.

O serviço de emergência 192 foi acionado, levando a vítima até a UPA, mesmo com as tentativas de salvar a Elison Dias, “Tininho” já teria ingressado no hospital sem vida, em face, aos diversos ferimentos à bala.

Seu corpo foi removido pela equipe do IML de Tucuruí, que após necropsia, liberou o cadáver para o funeral que ocorrerá as 16 h desta quarta-feira (21).

Insolucionáveis - Durante este período de 2012, muitos foram os casos de execuções sumárias ocorridas na cidade, com estes mesmos modos operantes, apenas segundo semestre, cinco assassinatos foram registrados, e, até o momento nenhum destes casos foram elucidados, e, com medo de represália, impera a lei do silêncio, prejudicando as investigações e a captura dos meliantes.

Providências - A população da cidade encontra-se temerosa em transitar pelas ruas da cidade a qualquer hora do dia ou da noite, com medo de serem pegas de surpresa por uma bala perdida em refregas e acertos de contas, inclusive o local onde foi executado “Tininho”, fica a 100 m de distância de uma escola particular, onde na sua maioria estudam jovens da classe média e alta de Tucuruí. (Wellington Hugles)

Gualberto Neto de volta ao Democratas

Gualberto Neto de volta ao Democratas

Passado pouco mais de um ano de sua saída do Partido Democratas (DEM) filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o ex-deputado estadual Gualberto Neto tinha a pretensão de concorrer pela legenda a Prefeitura de Tucuruí, antes mesmo da convenção do PMDB teve seu tapete puxado, e, sua candidatura foi “abortada”. Sendo que o PMDB lançou a prefeito o ex-prefeito de três mandatos Cláudio Furman, que após o resultado das eleições ficou em terceiro lugar no pleito.
Gualberto Neto que estava suplente do DEM, perdeu a oportunidade com sua saída para o PMDB, de assumir uma vaga na Assembleia Legislativa com a eleição do deputado estadual da legenda do Democratas nas eleições de outubro passado.
Frustrado com tantas “decepções” e “trairagens”, Gualberto Neto retornou ao Democratas, e, durante as eleições municipais intensificou visitas dando apoio a candidaturas em diversos municípios de sua base de apoio quando no exercício da função de deputado estadual, e continua trabalhando muito para seguir sua vida política a nível estadual, e tentar nova candidatura nas eleições vindouras de 2014.
Boa sorte Gualberto Neto nesta nova jornada de sua vida.

Diário do Pará no Caderno Diário de Carajás: Mina de Ferro descoberta em Tucuruí completa um ano



Diário do Pará no Caderno Diário de Carajás: Duas semanas consecutivas sem sessão


Mina de ferro em Tucuruí: Passado um ano da descoberta da Mina em Tucuruí nenhum investimento previsto até 2018

 Fotos: Wellington Hugles




















  Com os estudados confirmados conforme fotos acima, pela Vale, a Mina de Ferro descoberta em Tucuruí poderá ser a maior do estado do Pará

Passado pouco mais de um ano, após o anúncio realizado em 15 de novembro de 2011, confirmando através de estudos de solo, realizados a priori por técnicos chineses, que identificaram em diversos locais de sondagem de áreas da zona rural do município de Tucuruí, uma grande jazida de ferro e manganês, que provavelmente pela dimensão das escavações em diversos pontos da região, poderá ser maior do que, a, encontrada em Canãa dos Carajás.
Sua extensão tem início no Km 4 na saída da cidade de Tucuruí pela BR 163 da BR 163 (Rodovia Transcametá), estendendo-se pela mesma rodovia até o km 30, passando por dentro da área de preservação nacional das terras Indígena Trocará da etnia Assuriní.
Vale - Mesmo com a constatação da descoberta da jazida de ferro e manganês, além de outros minérios na cidade de Tucuruí, confirmada oficialmente através de levantamento de campo da empresa Vale do Rio Doce, realizado ainda em 2011 pelos seus técnicos.
Mesmo com a grande reviravolta da descoberta da jazida, nenhum investimento foi programado pelas mineradoras para projetos minerais na cidade de Tucuruí, que está passando por uma imensa recessão na geração de emprego e renda, devido ao término do ciclo das grandes obras do governo federal que dominaram os mais de 20 anos de obras para a conclusão da Usina Hidrelétrica e das Eclusas de Tucuruí. Com isso, a população se encontra migrando-se para as obras de Jirau, Belo Monte e Parauapebas em busca de novas oportunidades.
Com a constatação da Mina de Ferro pela vale em Tucuruí, o empresariado local ficou eufórico com a expectativa de investimentos, e, com o início da geração de emprego e renda, reaquecendo a econômica local, que a mais de três anos, encontra-se estagnada, e, com a instalação de um projeto minerador a cidade retornaria a sua sustentabilidade, mas, que foram frustrados, logo após, o anúncio dos investimentos das Mineradoras no Pará, não beneficiando a cidade de Tucuruí.
Com o anúncio, que o estado do Pará se tornará a maior província mineral do Brasil, com 13 grandes projetos minerais em seu território, com investimentos de mais de US$ 41,3 bilhões, e, a geração de aproximadamente 230 mil empregos diretos. A população de Tucuruí lamenta pela falta de atenção dos poderes constituídos, de tentar garantir a inclusão do munícipio nesta programação de grandes investimentos em projetos de mineração que darão sustentabilidade aos municípios beneficiados e suas regiões circunvizinhas, e que terão no mínimo 60 anos de atividades mineradoras.
Maior do Pará – Após os estudos realizados pela empresa Vale do Rio Doce, a jazida de ferro e manganês foi constatada nas proximidades do Km 4 da BR 163 (Rodovia Transcametá), estendendo-se a mais de 30 km, ultrapassando a Aldeia Assuriní Trocará, segundo estudos a Mina de Ferro de Tucuruí, é a maior existente no sudeste Paraense.
Segundo informações prestadas pelos técnicos da Vale, Tucuruí tem uma grande possibilidade para a exploração da nova mina, pela sua extensão e potencialidade, pela energia em quantidade e qualidade próxima ao local de instalação, bem como, pela facilidade em seu escoamento, através da Hidrovia Araguaia-Tocantins, pela proximidade das Eclusas, levando o mineral até o porto de Vila do Conde, e de lá, para o restante do mundo, e, também pela facilidade na construção de uma ferrovia com pouco mais de 200 km de extensão até o município de Marabá rota de escoamento dos minérios até o Maranhão.
Impacto – Muitas barreiras ainda terão que ser ultrapassadas, principalmente com a liberação das licenças ambientais para a exploração mineral, que, em todos os projetos são os maiores empecilhos para o início das suas atividades, mas, por outro lado, em um município que está sobrevivendo apenas do comércio local, os órgãos ambientais poderiam ter uma maior sensatez em unir os investimentos com sustentabilidade.
Principalmente no município de Tucuruí que ao longo de sua história de construção da Usina Hidrelétrica, iniciada no governo militar, sempre foi sacrificado, e, nunca teve suas compensações reais resgatadas, pelas perdas territoriais, bem como pela sua fauna e flora, culminando com o barramento do Rio Tocantins que se encontra sem navegabilidade, para os pequenos ribeirinhos até hoje, servindo apenas as grandes empresas, que as utilizam apenas seis meses por ano, quando no período das cheias dos rios.
Por isso, com a possibilidade da implantação deste projeto de minério, a população teria oportunidades de conhecer as condicionantes necessárias para a instalação e exploração dos minérios, e exigir, antecipadamente o cumprimento das condicionantes, antes da exploração das riquezas minerais do solo tucuruiense.       (Wellington Hugles)

Escavações em toda a área da zona rural identificam minérios no solo de Tucuruí