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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Helder e deputados pedem ajuda para Abaetetuba

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Pará (Famep), Helder Barbalho em audiência com o secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, juntamente com parlamentares paraenses

A imensa cratera que engoliu cerca de 50 casas em Abaetetuba, além de provocar danos em 30 moradias, completa hoje 18 dias. Ao todo, 213 famílias estão desabrigadas e não existe, até o momento, nenhum pedido por parte do governo do Estado do Pará e nem da Prefeitura Municipal de Abaetetuba para que o município seja incluído nas obras emergências do governo federal.

A prefeitura não solicitou sequer o Cartão de Defesa Civil, ação fundamental para que o município comece a receber ajuda do governo, incluindo o pagamento do Aluguel Social.

Ontem, em reunião com o secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, o presidente da Federação das Associações de Municípios do Pará (Famep), Helder Barbalho, juntamente com os deputados federais Beto Faro (PT), que é coordenador da bancada federal do Pará, e Miriquinho Batista (PT) solicitaram apoio para que os transtornos provocados na população de Abaetetuba sejam amenizados por meio de medidas emergenciais da Defesa Civil.

Além da liberação do Aluguel Social, Helder ressaltou, durante o encontro, que é necessário que sejam feitas obras emergenciais para que as áreas atingidas sejam recuperadas. “Nossa expectativa, ao solicitarmos esta audiência com o chefe da Defesa Civil, é que o governo federal atenda as solicitações feitas pela Federação dos Municípios, pela bancada paraense e pela Prefeitura de Abaetetuba para que possam ser imediatamente liberados recursos para o aluguel social, por meio da prefeitura, além de incluir a construção de moradias para a população desabrigada no PAC, que é gerido pelo Ministério das Cidades”, ressaltou.

Medidas - O deputado Miriquinho disse que é necessário adotar com urgência medidas para resolver a angústia pela qual os desabrigados estão passando, uma vez que não têm para onde voltar. “Fizemos contato direto com a Secretaria de Defesa Civil da Presidência da República para que esta audiência fosse realizada com a maior brevidade possível. Estamos aqui buscando soluções a curto prazo para tentar resolver a angústia da população desabrigada, que não consegue enxergar um horizonte neste momento”.

Os representantes do Pará ouviram do próprio general que não houve nenhuma manifestação por parte do Governo do Estado do Pará, por intermédio da Defesa Civil, para a adoção de medidas de socorro imediato, como a construção de um muro de contenção na área que ainda ameaça desabar, para evitar que outras casas sejam engolidas, e tampouco a solicitação de cestas básicas, apoio de barracas provisórias, entre outras.

Governo ainda não procurou secretaria - O secretário de Defesa Civil explicou que várias providências já poderiam ter sido tomadas junto à sua pasta. Ele lembrou que a secretaria está totalmente on line e que as solicitações já poderiam ter sido feitas. O general Adriano Pereira disse que já poderia ter sido solicitada a reconstrução de áreas atingidas como as ruas que estão intrafegáveis.

O secretário informou que todas estas pequenas obras são consideradas emergenciais e o recurso é repassado com prioridade para cidades atingidas por catástrofes. “Vocês estão me informando que o rio está comendo a margem, o que pode atingir mais pessoas. Isto pode entrar como obra de contenção e já deveria ter sido solicitado”, ressaltou o general.

“Vamos ajudar naquilo que for possível, tentar mitigar sofrimento das pessoas no município de Abaetetuba”, informou o secretário Adriano Pereira Júnior.

Para Helder, é lamentável que o Estado do Pará esteja desassistido da política de defesa civil. “Ouvimos o depoimento do próprio secretário Nacional de defesa Civil afirmando que, em momento algum o Estado fez contato, seja para atender de imediato as famílias atingidas ou em busca de um apoio para a prefeitura municipal”, disse.

O deputado Beto Faro acredita que, em curto prazo as medidas solicitados pelos representantes paraenses vão minimizar o drama das famílias, como o Aluguel Social.

Estas medidas, acredita, “vão nos permitir amenizar o sofrimento das famílias. No médio prazo vamos tentar detectar locais que já indicam problema semelhante e solicitar ao governo federal recursos para a prefeitura realizar um trabalho preventivo”.


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