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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Juíza e Promotor atendem a chamada dos detentos



 Juíza da Comarca de Tucuruí, Dra. Cíntia Beltrão ouve os rebelados
Promotor de Justiça Charles Teixeira juntamente com o Comandante do CPR IV Coronel Barata, negociam a liberação do refém e ouvem as demandas dos internos rebelados

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Fotos: Wellington Hugles

A juíza da Comarca de Tucuruí, Dra. Cíntia Beltrão em companhia do Promotor de Justiça Charles Teixeira, chegaram ao Centro de Recuperação de Tucuruí (CRRT), por volta das 11 h, acompanhados dos 14 militares do Tático da PM e mais dez Policias Militares, comandados pelos quatro oficias da Polícia Militar do Pará presentes no Centro, imediatamente tiveram acesso à carceragem do CRRT onde está ocorrendo à rebelião, e ouviram as reclamações e as denuncias dos detentos rebelados, e na oportunidade, todas as demandas dos internos foram anotadas e serão levadas para análise, e posterior providências por parte das autoridades que cabem à responsabilidade de direito.

Na rebelião de hoje, os detentos fizeram de refém o agente prisional da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), de nome Benedito lotado no CRRT, e com a chegada da Juíza e do Promotor de Justiça o refém foi liberado.

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (28), os internos do Centro de Recuperação de Tucuruí (CRRT), tomaram de refém o agente prisional da Susipe Benedito, e exigia a presença da juíza da comarca de Tucuruí e do superintendente da Susipe, para ouvirem as carências que passam os internos do CRRT, tudo em função ao não cumprimento do acordo celebrado no último dia 22 no momento da manifestação de “socorro”, entre os internos e o diretor Melo, além da situação sub-humana que atravessam dentro do Centro, e exigem melhorias estruturais e a diminuição do número de detentos do Centro de Recuperação Regional de Tucuruí (CRRT), que deveria operar com 120 internos e hoje ultrapassam 320 detentos, colocando em risco a integridade física e à saúde, tanto dos apenados como dos funcionários e prestadores de serviços, assim como dos Polícias Militares que fazem a proteção do CRRT.

Os familiares também denunciaram que, “nossos filhos e maridos estão passando as piores privações, sendo obrigados a conviver em uma cela com uma capacidade máxima que seria de 40 internos, hoje convivem com 70 presos, os internos são obrigados a dormirem dentro dos banheiros fétidos, em redes em cima da pia e do vaso sanitário”.


Até o momento o Centro de Recuperação Regional de Tucuruí está velado, a imprensa ainda não teve acesso, mas com a chegada das autoridades o refém foi liberado, mas os detentos aguardam ainda a chegada do representante da Susipe de Belém, para cobrarem a transferência imediata do Tenente Coronel Melo da direção do Centro de Recuperação de Tucuruí.

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