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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

TAC do MP: Sancler Ferreira é obrigado a abrir 292 vagas para os concursados






Sancler Ferreira é obrigado a abrir 292 vagas para os concursados

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

Foi votado na manhã desta quarta-feira (23), em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Tucuruí, o Projeto de Lei de autoria do prefeito Sancler Ferreira, que visa o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pelo gestor municipal e os Promotores de Justiça do Ministério Público do Estado, que obrigou Sancler a demitir uma parte dos quase 2 mil contratados que estão onerando os cofres da prefeitura desde o ano de 2009.

No TAC, o prefeito está obrigado a convocar mais 310 concursados do certame ocorrido em 2014, que, diga-se de passagem, está sobre suspeita, em função a lisura da empresa Faculdade Integrada Carajás (FIC), que realizou concursos em outras cidades, mais foi denunciada pelo MP pelo beneficiamento de “protegidos” dos dirigentes das prefeituras e Câmaras municipais.

Em Tucuruí, segundo levantamento realizado por sindicalistas, foram aprovados só de parentes ligados ao prefeito Sancler Ferreira, mais de 20, em primeiro lugar em diversas especialidades.

Com a decisão de acatar o acordo com o MP, o prefeito Sancler Ferreira, encaminhou Projeto de Lei aos legisladores, criando 292 novos cargos, dentro do quadro funcional da PMT, com isso, sendo necessária a reestruturação administrativa, para o reenquadramento deste número de convocados, além da alteração orçamentaria, para a remuneração destes novos funcionários.

Uma luta importante das entidades de classe, que lutam pela moralidade e a transparência dos serviços públicos municipais.

É fato, que a prefeitura já teve dentro do seu quadro de funcionários cerca de 3 mil contratados, um descalabro, haja vista, o número de funcionários efetivos que são de apenas 2.900 servidores.

Com isso, Sancler conseguiu criar uma nova estrutura administrativa, um governo paralelo, só com pessoas contratadas, tendo em suas mãos o poder de admitir e demitir no momento de sua vontade.


Votação - Os vereadores aprovaram por unanimidade o projeto que vêm de encontra a necessidade dos concursados de suas efetivações, acabando com o poder do gestor de ameaçar aqueles que não “comunguem” com suas ideias.

Nepotismo – Comprovadamente Sancler Ferreira atravessa um “mar de denúncias”, que assolam sua gestão, que está em total desgoverno, uma grande quantidade de familiares ainda estão “pendurados” na prefeitura, são mais de 30 parentes diretos, além de primos, cunhados, sobrinhos e irmãos.

Como exemplo, sua irmã Helen Ferreira responde pela Secretaria de Educação juntamente com seu esposo e sua irmã Tancy Ferreira responde pela Secretaria Superior de Governo, sobrinhos lotam diversas secretarias, além da realização de prestação de serviços através de empresas de seu irmão, cunhado e sobrinhos.

Outros dirigentes da prefeitura estão com todos os seus familiares lotados na prefeitura, mesmo com decisão judicial exaurida em 2012, Sancler ainda chegou a demitir alguns, mas mantêm estes familiares, amigos e auxiliares com seus parentes de forma criminosa, cometendo o crime de nepotismo direto, indireto e cruzado, inclusive, mesmo tendo demitido alguns parentes, Sancler não foge do crime de nepotismo e sua punição judicial será irreversível.

Em audiência realizada na justiça nas últimas semanas, ficou determinada nova audiência de oitiva dos envolvidos, apenas para janeiro de 2016, com isso, a prática delituosa se estende.




Transporte Escolar – No último dia 8, a Justiça federal determinou o bloqueio total e a indisponibilidade dos bens de Sancler Ferreira, dentre eles, seu apartamento de luxo, sendo um por andar na Av. Pedro Alvares Cabral no bairro de elite do Umarizal, em Belém, uma caminhonete Hilux e os valores de R$ 146 mil nas contas de sua titularidade. Em função a contratação irregular dos barcos de transporte escolar, dando um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 5 milhões.



Kit de Informática - Outro escândalo do ano de 2010, esta no aguardo de decisão da justiça, que foi o contrato irregular por Sancler Ferreira, alem do pagamento de uma empresa para o fornecimento de kit's de informática, que nunca chegaram as escolas, mais um rombo de R$ 5 milhões nos cofres da PMT.

R$ 38 milhões – Após o escândalo denunciado pelo MPF e MPE que levou ao afastamento da Secretária de Finanças Sheila Vaz, a Procuradora da Prefeitura Idalene Barroso e o diretor de Tributos Edson Andrey, o processo corre acelerado na Justiça Federal, podendo a qualquer momento sair decisão que poderá culminar com o bloqueio total e indisponibilidade dos patrimônios dos envolvidos, podendo ser decretada até as suas prisões.
 Secretária de Finanças Sheila Vaz
Procuradora da Prefeitura Idalene Barroso

Sancler Ferreira também foi denunciado como o “mentor”, mas, por estar respondendo pelo mandato de prefeito até o dia 31 de dezembro de 2016, tem assegurado o foro especial, sendo seu processo de peculato, improbidade administrava e formação de quadrilha, analisado pelo TRF da 1ª Região em Brasília, mas deverá sair decisão da corte tendo em vista as inúmeras denúncias nacionais de diversos esquemas, pela moralidade e o resgate do direito constitucional da aplicação das leis, a quem delas não respeitam e as descumprem em detrimento aos mais de 100 mil habitantes da cidade de Tucuruí, sangrando os recursos públicos em beneficio próprio.

Nova devassa na PMT - Nos próximos dias outra decisão judicial deverá culminar com a elucidação de outro contrato, envolvido à muitas “nebulosidades”, pela contratação da empresa CTT, que comprova-se os mesmos “modos operantes”, onde foram pagos milhões de reais, sem a devida prestação dos serviços a população, estando novamente envolvida a funcionária efetiva da Câmara de Vereadores, e que atuava como Secretária de Finanças da Prefeitura Sheila Vaz, que realizava os pagamentos sem a comprovação dos serviços realizados e a Procuradora Jurídica Idalene Barroso,  que formatou o contrato e realizou os aditivos, tudo orquestrado pelo gestor municipal Sancler Ferreira, que é amigo pessoal do proprietário da empresa CTT, que assinou o contrato e pagava semanalmente os “rechonchudos” cheques.

O proprietário da empresa CTT, impetrou seu habeas corpus preventivo, mas que após analisado foi negado pela corte superior da Justiça Federal.

A equipe de reportagem procurou os envolvidos nas denúncias, mas ninguém foi encontrado.


Um comentário:

  1. e essa tal sheila que é uma cara de pau se negava a pagar diaria de professoras que se deslocavam daqui a marabá para participarem de cursos dkinheiro esse que vem do governo federal tendpo as mesma que arca com hospedagem, viagem estadia alimentaçao e etc uma vergomnha cade o dinheiro MALA

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