segunda-feira, 20 de maio de 2013

Aeroporto de Tucuruí sofre com diminuição de voos


Aeroporto de Tucuruí sofre com diminuição de voos
O Aeroporto da cidade de Tucuruí, sudeste paraense, distante a 430 km da capital, administrado pela Eletrobrás Eletronorte, sofre a ação há mais de um mês da retirada dos voos diários que interligavam diariamente Tucuruí para o sul do país até Uberlândia em São Paulo Minas Gerais e de volta até Rio Branco no Acre, ficando apenas como voos de ida e volta para Belém 









WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Fotos: Wellington Hugles
O aeroporto de Tucuruí construído pelo governo federal na década de 70, para atender a demanda no transporte aéreo dos trabalhadores das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e suas eclusas.
Ao longo deste período a empresa estatal Eletrobrás Eletronorte sempre foi parceira com o município, no sentido de garantia a funcionalidade do aeroporto, inclusive no ano de 2008, o município de Tucuruí correu o risco de perder os poucos voos diários ofertados pela empresa concessionária da época Tripp Linhas Aéreas, em função das grandes dificuldades que passava a parte estrutural do prédio e pela falta dos equipamentos de segurança, assim como a iluminação da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Tucuruí estavam com deficiências.
Foi graças à junção da administração municipal com a empresa Eletronorte que realizaram uma força tarefa e conseguiu adequar o aeroporto as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil  - Anac para a garantia do funcionamento do aeroporto.
Foi uma luta incansável do gestor municipal da época, juntamente com os dirigentes da estatal Eletronorte e Eletrobrás, os vereadores e o empresariado local, que não aceitavam o município em franco desenvolvimento perder um dos mais importantes meios de transporte do mundo o aéreo, em função de pequenas adequações na parte estrutural do aeroporto da cidade, que sempre despontou como um dos maiores e mais modernos da região, com uma excelente pista de pouso, que já recebeu inclusive o Boeing da Presidência da Republica do Brasil em 2002.
Passado três anos da tentativa da suspensão do funcionamento do aeroporto, o ‘fantasma’ do seu fechamento retornou em 2011, uma nova investida foi direcionada para tentar acabar com os voos diários e a interdição do aeroporto da cidade, através de normas de adequações impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil – Anac.
A administração municipal há época, eximiu-se da responsabilidade de custear as novas adequações do aeroporto, sobrando novamente para a estatal Eletrobrás Eletronorte, assumir os custos por todas as adequações exigidas pela Agência Reguladora para que se mantivesse o funcionamento do aeroporto.
Obras de revitalização foram realizadas na parte estrutural do prédio, o local foi climatizado e implantado todos os equipamentos modernos necessários à fiscalização de bagagem com raio-x e portal para passageiros, amplos salões de espera, embarque e desembarque foram adequados, equipamentos modernos para o despacho e o recebimento das bagagens, com esteiras giratórias foram implantados, câmeras de monitoramento de segurança foram colocadas, e uma equipe do Corpo de Bombeiros Civil com um caminhão socorro ficam a postos, monitorando os pousos e decolagens.
Com isso, o Aeroporto Particular de Tucuruí tornou-se novamente um dos mais modernos do estado, garantindo toda a segurança e qualidade aos passageiros, inclusive, a  pouco mais de um mês com a fusão da empresa Trip com a Azul Linhas Aéreas, a população de Tucuruí foi penalizada, em função da retirada dos voos diários, que vinham de Rio Branco no Acre, com escalas em Manaus, Belém, Tucuruí e Carajás (Parauapebas) e seguindo via Brasília até Uberlândia em São Paulo em Minas Gerais e retornos diários com a mesma escala.
Como em Tucuruí as coisas continuam a esvair-se a “olho nu”, a Azul Linhas Aéreas manteve apenas um voo diário semanal com exceção do sábado, apenas de ida e volta para Belém.
Os passageiros tem a disposição um único horário das 13:45 h para saída de Belém e a chegada em Tucuruí as 14:45, e a mesma aeronave fica em solo em Tucuruí apenas 30 minutos retornando a Belém as 15:20 h e chegada a capital as 16:30 h.
Com uma média diária de 40 passageiros por voo, num total de 1.200 ao mês, apenas neste trecho, os tripulantes de Tucuruí e região apelam às autoridades municipais e do estado, para tentar intermediar o retorno dos voos comercias que foram retirados desta rota, inclusive abrindo oportunidades para novas empresas explorarem nossa região com o retorno dos voos diários para Carajás em Parauapebas e para Marabá, distante 250 k de Tucuruí.
A passageira Eliana Furtado Coimbra esclarece que se oportunizarem voos para Marabá, ela será uma cliente em potencial, haja vista, as condições da rodovia PA - 150, e o desgaste que os motoristas sofrem dirigindo até Marabá para poder tomar um voo para as regiões mais distantes do país.
Para o passageiro Celso Amorim, usuário semanal do transporte aéreo na cidade. A empresa está muito a desejar pela prestação dos serviços, inclusive a Anac, tem que adotar medidas urgentes para evitar os cancelamentos de voos sem nenhuma comunicação antecipada, só no inicio deste mês, por duas vezes chegamos ao aeroporto com a intenção de voar a Belém e passado o horário do embarque, fomos informados que o voo foi cancelado, “é o que e pior, nenhuma explicação plausível foi comunicada”.
A Anac exige as adequações com a desculpa de fechar os aeroportos, mas, não cobrar das empresas as responsabilidade de dar um atendimento adequado aos clientes, disparou Amorim.
A população esta temerosa, que a empresa Azul Linhas Aéreas, que retirou os voos de maior distância e as escalas em Tucuruí, disponibilizando apenas uma aeronave com 68 lugares para realizar voos de ida e volta entre Belém a Tucuruí, com isso, se houver a diminuição a procura de passagens, além de cancelar os voos como ocorreu por duas oportunidades neste mês, suspender definitivamente os voos a Tucuruí, prejudicando uma boa parte da população que necessita deslocar-se de forma rápida a outras localidades.
Causando um transtorno irreversível a toda a coletividade e transformando um dos grandes empreendimentos o Aeroporto de Tucuruí, em um “elefante branco” após mais de 30 anos de funcionamento, transportando milhares de pessoas e salvando vidas.

3 comentários:

  1. Tem certeza de que Uberlândia fica em São Paulo?

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    1. rsrsrs... Claro que sofre com a diminuição de voos, já viu o preço que eles cobram? Sai muito mais em conta viajar pra Belém e lá pegar um voo.... Não me admira isso acontecer com eles!

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  2. Por favor, ELETROBRAS não tem acento!

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