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sexta-feira, 14 de março de 2014

Breu Branco: Após 10 h de manifestações, rodovia PA 263 foi liberada







WELLINGTON HUGLES
De Breu Branco
Foto: Wellington Hugles

Os professores da rede municipal de ensino de Breu Branco, em greve desde dezembro do ano passado, com o apoio dos pais de alunos, interditaram por quase 10h a rodovia PA 263 na saída para Tucuruí próximo à empresa Dow Corning.

Desde as 8 h da manhã, uma multidão de professores com o apoio dos pais de alunos, e a coordenação do Sintepp, insatisfeitos com o posicionamento “ditatorial” do prefeito de Breu Branco Admilson Mezzomo (PSDB), resolveram fechar a rodovia PA 263, única estrada de acesso a Tucuruí e região, e mesmo com toda a proporção tomada pela manifestação, o prefeito Admilson Mezzomo não quis tomar conhecimento do episódio, tratando o fato como “retaliação política ao seu governo”.

O prefeito Mezzomo afirmou ainda que está infligindo à Lei de Responsabilidade Fiscal, “eu estou cometendo um crime de improbidade administrativa, pagando só com folha de pagamento 62% do orçamento do município, onde deveria estar utilizando apenas o percentual de 51%”.

O prefeito esclareceu ainda que estará convocando os concursados aprovados no último concurso público, e que já chamou efetivou nesta semana nove funcionários na função de professor.

Queda de braço - Admilson Mezzomo desafiou os professores, “já realizai o contrato de 29 professores e neste sábado (15), a prefeitura vai estar aberta para contratar mais 27 professores, e se na segunda-feira os grevistas não estiverem na sala de aula, estes contratados vão assumir os ligares destes revoltosos e começar o ano letivo”, sei que posso com esta medida sofrer sanções penais, “mas se os grevistas não voltarem por minha ordem, vou tirar suas cargas horárias e passar a estes contratados”.

Mezzomo declarou que a prefeitura está no vermelho recebendo recursos apenas para pagar a folha de pagamento, “se os professores apontarem como ele faria para arrumar dinheiro, ele pagaria as gratificações que os grevistas exigem”, se me mostrarem como fabricar dinheiro eu pago os valores atrasados e mantenho o pagamento das gratificações até o fim do meu mandato.

Admilson Mezzomo afirmou que os professores do município, são os que têm a maior remuneração da região, “os professores recebem algo entorno de R$ 5 mil ao mês”.

Para o coordenador do Sintepp de Breu Branco, o professor Ubaldo Cunha, o prefeito deve estar equivocado ou mal assessorado, queremos que ele prove qual o professor que recebe estes valores, isso e mais um engodo do gestor, que de todas as formas, quer pisar, maltratar, achincalhar e tenta dominar a classe como se fossem os seus partidários.

O interessante e que deu amnésia no prefeito Admilson, que há época quando era vereador e presidente da Câmara votou e foi um defensor da criação desta gratificação, e agora tenta voltar atrás do que ele mesmo aprovou, é um paradoxo que só Mezzomo sabe fazer.

Além do mais, quer que a classe dos professores mostre como ele deve fazer para conseguir recursos para a prefeitura, mas se ele não tem capacidade de governar para que ele se candidatou, Mezzomo esta tendo a oportunidade de governar, mas se por incompetência não tem capacidade e só entregar o lugar para que outra pessoas com condições possam governar o município.

É fato, que o gestor não mentiu quando assumiu estar cometendo o crime de improbidade administrativa, ele é réu confesso, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, inchando a folha de pagamento do município com seus “aliados e asseclas”, e agora quer penalizar os professores cortando um direito adquirido, inclusive com a aprovação dele quando vereador há quase 15 anos atrás.

É só observar o que o prefeito falou, se os professores não voltarem na segunda-feira (17) para as salas de aula, os 60 professores contratados vão iniciar o ano letivo, ora, se ele tem recursos para contratar, porque não paga o direito dos professores, se isso ocorresse todos retornariam para a sala de aula.

A manifestação mobilizou famílias da zona urbana e rural, a interdição criou um engarrafamento quilométrico, por volta das 17 h os coordenadores do movimento, após decisão da maioria dos manifestantes, resolveram suspender o ato público na rodovia e liberar o trânsito, mas prometem retornar na segunda-feira (17), com miniestações em todos os pontos da cidade, inclusive com piquetes nas escolas.  

Foram quase de 10 h de espera de uma posição do prefeito Admilson Mezzomo, em cumprir com os pagamentos dos retroativos da gratificação de nível superior, retiradas dos salários dos servidores através do projeto de lei encaminhado a Câmara de Vereadores em dezembro, e aprovado pelos vereadores aliados do gestor.

No projeto os funcionários perderam a gratificação de nível superior, sendo um arrepio ao Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do município aprovado na época que Admilson era vereador, bem como o aumento do funcionalismo público que seria aferido em dezembro, no valor de 8 %, até hoje os salários não foram reajustados.

A PM esteve no local para garantir à segurança e através do comandante da PM de Breu Branco, Tenente Guimarães a única orientação foi para que os manifestantes evitassem a queima de mais pneus para evitar algum incidente.

Segundo os professores, a Justiça de Breu Branco determinou no último dia 10, que Admilsom Mezzono, realizasse o pagamento das gratificações que foram subtraídas dos contra cheques dos servidores, mas espertamente, o gestor pagou apenas a gratificação referente ao mês de fevereiro, ainda impondo descontos em todos os salários dos professores, que segundo os servidores e inexistente e inconstitucional, ou seja, ele deu com uma mão e tirou com outra, quando foi ser feita a verificação nos contra cheques, o que foi pago com a gratificação de nível superior, foi retirado com a diminuição nas horas aulas.

O juiz da comarca de Breu Branco determinou ainda, que após o cumprimento por parte da prefeitura dos pagamentos dos valores atrasados, os professores deveriam retornar imediatamente as salas de aulas para cumprirem o calendário do ano letivo de 2013 e o início de 2014.

Mas, segundo os coordenadores do Sintepp, o prefeito Mezzomo, não cumpriu na integra com a determinação judicial, “até agora não recebemos os retroativos do mês de novembro e dezembro de 2013 e janeiro de 2014, apenas o mês de fevereiro de 2014, ou seja, se ele não cumpriu com a decisão do juiz, os professores em greve, também se acharam no direito de não retornar a sala de aula, enquanto não for pago os seus direitos na sua totalidade”, esclareceu Ubaldo Cunha.


A assessoria da prefeitura de Breu Branco publicou nota esclarecendo que o impasse entre os grevistas e a gestão pública, foi criado com a extinção de uma gratificação que estava sendo paga em duplicidade, e de forma irregular ao longo de todas as gestões anteriores frente a Prefeitura de Breu Branco.

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