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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Em Tucuruí: Reclamar pra quem, para o bispo?







WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

A situação da Saúde Pública administrada pela Prefeitura de Tucuruí, vai de mão a pior, a população não sabe mais para quem apelar, haja vista, o município estar acéfalo de um direcionamento ou gestão pública, com isso, nós recordamos, de uma frase histórica “Vá reclamar com o bispo”, esta expressão nasceu no Brasil colônia. Quando as instâncias da justiça civil não atendiam aos querelantes abria-se a chance de buscar, junto a autoridades da hierarquia da Igreja, uma resposta favorável. Eram tempos em que poder civil e eclesiástico (nobreza e clero) eram duas faces do poder do rei.

Retornando a nossa realidade, nós deparamos com um Hospital Municipal que foi desativado em 2010, ficando a população sem nenhum atendimento emergencial se não o do Pronto Socorro do Hospital Regional de Tucuruí, que é um hospital especializado em média e alta complexidade, e que está absorvendo a clientela total da saúde básica de Tucuruí, obrigação da prefeitura, que inclusive, recebe altos valores para a manutenção da saúde dos 100 mil habitantes.

Por outro lado, a Maternidade Municipal, foi colocada dentro de uma ala do Hospital Regional de Tucuruí, para passar 90 dias, tudo de acordo a um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), criado pelo Ministério Público do Estado e a Prefeitura de Tucuruí, mas que não sabe por que cargas d’água o prefeito não o assinou, ficando a Maternidade Municipal sobre a tutela do estado há quase três anos, e recentemente foi denunciada por ser um “matadouro municipal”, onde diversos casos de negligência no atendimento as mães parturientes foram registrados.

Os Postos de Saúde dos bairros nem se fala, na sua grande maioria estão em obras há 3 anos, a saber: Posto da Cohab, Jardim Marilucy, Terra Prometida, Matinha e etc, com isso a população fica sem a mínima condição de um atendimento básico, sendo obrigada a superlotar a Unidade de Pronto Atendimento UPA, construída e mantida pelo Ministério da Saúde, sem quase nenhuma parcela de recursos do município, com isso, servindo de Hospital Municipal.

O serviço de atendimento emergencial de ambulâncias, quando no início da gestão em 2009, possuía 12 ambulâncias, hoje todas estão abandonadas nas oficias por falta de pagamentos dos serviços, e uma parte jogada ao tempo na garagem da prefeitura no bairro do Mangal.

O SAMU chegou a Tucuruí desde o ano e 2006, e hoje possui uma Unidade Regional, que monitora os municípios vizinhos, mas em Tucuruí apenas uma ambulância esta a disposição da população, por isso é que vivenciamos cenas inusitadas, como uma ambulância da prefeitura de Tucuruí, que na noite desta sexta-feira (7), foi acionada para o transporte emergencial de um paciente para o único hospital que funciona na região, o Regional acredite, durante o trajeto na BR 422 próximo a lagoa, o veículo entrou em pane e parou, no momento caia uma chuva torrencial, e o paciente não sabia se ajudava a empurrar a ambulância ou se a ambulância garantia seu socorro, isso e falta de gestão dos milhares de reais que entram para a saúde de nosso munícipes, passado mais de um a hora, outra ambulância com um motorista chegou ao local para tentar tirar o veículo do prego, sem sucesso, a ambulância foi puxada para a oficina.

Isso demonstra a que ponto chegou um governo que arrecada cerca de R$ 17 milhões mês, realiza uma carreata com 15 ambulâncias do governo federal, sendo que não ficariam na cidade, e agora a população ficam sofrendo os maus tratos pela incompetência destes “pseudos” administradores.

E o que e pior sem uma equipe que possa dar atendimento no caso de uma pane no veículo e sem um guincho para removê-lo da estrada, que vergonha isso é a mudança certa.

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