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sexta-feira, 17 de julho de 2015

PMDB garante a instalação do Curso de Medicina em Tucuruí


WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Divulgação

Os últimos dias foram de grande constrangimento e revolta para a população do sudeste do estado paraense, em função ao município de Tucuruí que poderia se tornar um polo de formação acadêmica no sudeste do Pará, ter virado noticiário nacional no Jornal Folha de São Paulo, no último dia 10, por não ter logrado êxito no seu credenciado junto ao MEC, não atendendo aos requisitos primordiais com base em critérios como: estrutura de serviços de saúde e carência de médicos para receber a Faculdade de Medicina.

A instalação dos cursos de medicina no Brasil está dentro do Programa Mais Médicos do governo federal, que está disponibilizando um total de 2.290 vagas, em 36 municípios sendo que Tucuruí será contemplada com 50 vagas.

Em função a uma grande movimentação popular, os representantes da população ouviram o clamor popular dos moradores do sudeste do Pará, e através da bancada federal em Brasília, interviram junto ao governo federal, culminando com uma reunião com o vice-presidente da república Michel Temer (PMDB), que solidarizou-se com os paraenses e determinou que os Ministérios da Educação e da Saúde revissem a situação da cidade de Tucuruí, e autorizasse dentro dos critérios necessários a instalação do Curso de Medicina, beneficiando 50 novos acadêmicos, e garantindo mais investimentos na região, principalmente na cidade de Tucuruí, que nos últimos 6 anos atravessa um retrocesso total, com o desaquecimento da sua economia e a falta de geração de renda e empregos.

O anúncio do reenquadramento do município de Tucuruí na garantia da instalação do Curso de Medicina, foi feito pelo Ministro Eliseu Padilha, coordenador de Articulação Política do Governo Federal, na tarde desta quinta-feira (16), em Brasília, após determinação do vice-presidente da república Michel Temer (PMDB).

Segundo o Ministério da Educação, as instituições que devem receber os cursos foram selecionadas após análise de critérios como: experiência, comprovação de capacidade econômico-financeira e proposta pedagógica.

Outros requisitos avaliados seria a oferta de bolsas para alunos de baixa renda em até 10% das vagas, além de uma quantidade mínima de leitos.

Mas infelizmente a cidade de Tucuruí está na contra mão do desenvolvimento, desde o ano de 2010, o único hospital municipal. Localizado no prédio do antigo Sesp, foi fechado para obras, e até os dias atuais não saiu da maquete, sendo transferida a maternidade municipal para dentro do Hospital Regional de Média e Alta Complexidade do Governo do Estado, ocupando uma importante ala hospitalar, que seria destinada para a instalação de leitos que serviria de retaguarda para os pacientes em tratamento oncológico. É fato, que o município de Tucuruí possui desde 2012 uma Unidade de Oncologia totalmente construída e equipada, mas não entrou em funcionamento até hoje, em função, a não está assegurada a retaguarda com leitos para a internação dos pacientes em tratamento cancerígeno.

Tudo em função ao desgoverno e o retrocesso imposto pela gestão atual, na saúde municipal de Tucuruí.

Antes, a abertura de novas vagas ocorria por iniciativa das instituições de ensino. Agora, é o governo quem indica as cidades que podem receber a graduação, com base em critérios como estrutura de serviços de saúde e carência de médicos. Após esta etapa, as instituições decidem se querem participar do edital.

Segundo informações obtidas no site do MEC, a única faculdade que se credenciou foi a Faculdade Integrada Carajás - FIC, que realizou recentemente o Concurso Público nas cidades de Salinópolis e Tucuruí, no Pará, estando envolvida em denúncias junto ao Ministério Público Estadual, por irregularidades na realização do certame.


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