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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CORRUPÇÃO: A LIMPA NOS COFRES DA PREFEITURA DE TUCURUÍ, EM 72 HORAS DE LUTO DO PREFEITO JONES WILLIAM

Carlos Alberto S. Cruz
 


 Moises Águia e Firmo Girox organizam o caixão de Jones William antes de iniciarem a limpa nos cofres da PMT



Por: Carlos Alberto S. Cruz
 
Entenda passo-a-passo a ação criminosa do grupo de saqueadores dos cofres públicos de Tucuruí, que mesmo sabendo que o corpo do prefeito Jones William ainda estava em velório, passaram a surrupiar valores que ultrapassar a cifra de R$ 5 milhões:



Na fatídica tarde da terça-feira, 25 de Julho, por volta das 15h30min, o prefeito de Tucuruí Jones William foi surpreendido por dois elementos, que o alvejaram a bala, em via pública na estrada do aeroporto da cidade, próximo à entrada do residencial Cristo Vive, quando estava acompanhando os trabalhos de tapa-buracos. 


Um fato que causou muita estranheza foi que o seu segurança pessoal, um militar da PM, que o acompanhava até poucas horas antes, no momento do acontecido estava ausente de seu posto e o seu motorista também não estava presente.


Mesmo o prefeito sendo encaminhado as pressas ao Pronto Socorro do Hospital Regional, nada mais pode ser feito pela equipe médica de plantão para salvar a vida de Jones, sendo anunciado em boletim médico seu falecimento por volta 17h50min.


A equipe do IML realizou uma força tarefa para acelerar sua necropsia, e a liberação do corpo para os serviços funerários.


Enquanto muitos choravam a morte do prefeito Jones William, em outra parte da cidade, uma ‘quadrilha’ tramava um golpe baixo e criminoso contra a memoria de Jones e a população de Tucuruí, iniciando uma ação de limpeza dos cofres da prefeitura.


Enquanto centenas de milhares de pessoas aguardavam a chegada do corpo de Jones William no Ginásio Poliesportivo para a última despedida, “pessoas” privilegiadas estavam tomando de assalto os recursos da Prefeitura.



O PRIMEIRO ATO – Exatamente no dia 25 de Julho de 2017, às 20h42min, foi realizado uma transferência eletrônica bancária (via internet banking), sendo usada à senha pessoal e intransferível que só o prefeito Jones Wiliam possuía, para poder realizar a liberação de recursos das contas da Prefeitura, especificadamente da conta dos Royalties no Banco do Brasil, concidentemente também foi utilizada a senha pessoal e intransferível do Secretário de Finanças o empresário Moisés Gomes Soares Filho, vulgo “Moises Águia”, pois só com as duas senhas e que pode se feito saques e transferências via movimentação na internet - na verdade seria humanamente impossível que o prefeito Jones William que foi assassinado, e seu corpo dentro de uma funerária, onde estava sendo preparado para o velório pudesse digitar sua senha em um terminal de computador para a liberação de valores dos cofres da prefeitura -. Mesmo assim foi transferidos da conta dos royalties no Banco do Brasil, o montante de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) para outra conta da prefeitura.



O SEGUNDO ATO – Como se diz no ditado popular “quem rouba um real ou um milhão sempre será considerado ladrão”, os mancomunados que se diziam “amigos” de Jones, que há poucas horas estavam desesperados e chorando sua morte, rapidamente passaram a realizar a segunda ação criminosa, realizando a transferência, desta vez, exatamente às 20h48min, passado 6 minutos da primeira limpada dos cofres. Novamente a senha do prefeito morto, foi novamente digitada e o Secretário de Finanças o empresário Moises Águia também confirmou com a sua senha a transferência dos valores já da conta da prefeitura, através de transferência eletrônica via internet o valor sacado da conta dos royalties de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) foram destinados à empresa F. CARDOSO & CIA LTDA, sediada na cidade de Ananindeua-Pa.



O TERCEIRO ATO – Para a surpresa de muitos, e a tristeza de poucos, foi identificado o nome do beneficiário das duas transferências eletrônicas no valor de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) a empresa F. CARDOSO & CIA LTDA, que comercializava medicamentos e materiais a PMT.




 Empresa F. CARDOSO & CIA LTDA foi denunciada pela Justiça Federal por fraude em licitação


O QUARTO ATO – A gula de saquear a Prefeitura foi tão grande que os elementos perniciosos ao erário público não tiveram sequer medo e nem consideração pelo corpo de Jones William estar estendido no meio do Ginásio Poliesportivo, sendo velado a prantos por milhares, até mesmo o Secretário de Finanças Moises Águia, que esteve no velório no dia 26 de Julho até as 11h da manhã, e novamente, exatamente as 11h42m da quarta-feira (26), nova transferência eletrônica via internet com a senha de Jones William foi realizada saqueando novamente a conta dos royalties no Banco do Brasil, transferindo novamente para uma conta da Prefeitura na agência Caixa Econômica Federal de Tucuruí o montante de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), rapidamente no exato momento que o valor chegou a conta da CEF, novamente a senha do prefeito ora sendo velado, foi digitada juntamente com a senha do Secretário Moises Águia transferindo o valor de R$ 431.000,00 (quatrocentos e trinta e um mil reais) e mais uma transferência de R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais), totalizando R$ 467.000,00 (quatrocentos e sessenta e sete reais) para uma empresa da cidade TOP MED EIRELI – EPP, uma das empresas do Grupo Siqueira do empresário Alexandre França Siqueira.



A saga do roubo aos cofres públicos seguiu a diante além das inúmeras transferências de volumosas quantias, pequenas outras transferências foram realizadas e estão sendo rastreadas gradativamente, mas com os mesmos modus operandi, sendo usada a senha do prefeito morto e a confirmação com a senha de Moises Águia.



O QUINTO ATO – Ainda durante o período de morte, velório e o sepultamento, a Secretaria de Finanças repassou a diversas empresas dezenas de cheques, sendo pagos pelos bancos no dia 26 e 27 de Julho, mas com datas de expedição do dia 24 de Julho, que a “olho nu” se observou que os cheques estavam normais, mas quando se observa a sequência de cheques oficiais pagos ate o dia 23 de Julho, a numeração dos cheques é totalmente divergente, sendo novas numerações destes cheques expedidos com data de 24 de Julho, e o que e pior, ao se feito uma primeira pericia pelo banco, observou divergências na assinatura do prefeito Jones William, mas a assinatura do Secretário de Finanças estava normal, sendo levantada a hipótese de que os cheques foram expedidos posteriormente a morte de Jones William, com numeração que não estavam seguindo o padrão que vinha sendo expedidos os cheques pelo setor financeiro, e que não estão batendo com a assinatura oficial do prefeito, sendo requisitados os cheques para pericia no IML da capital.

Na verdade tanto o Moises Águia como o secretário adjunto de finanças, vulgo Xereta do PT - Boté Fé -, realizaram dentro deste período de morte de Jones William até a posse do vice-prefeito, um “esquema” monstruoso dentro do setor financeiro da PMT.

O SEXTO ATO – Ainda em fraude da expedição de cheques, no dia 27 de Julho, um dia após o sepultamento do prefeito Jones William, com a cidade ainda em luto, foram descontados na  agência do Banpará de Tucuruí, um cheque no valor de R$ 69.000,00 (sessenta e nove mil reais) em nome da pessoa física da então procuradora do município que é irmã do vereador Gualberto Neto (DEM), leia-se contadora do município, além de diversos outros cheques, observou-se ainda, o repasse de 02 (dois) cheques nominais para o IPASET sendo dois cheques no valor de R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais) cada um, totalizando R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil reais), e dentro da consolidação de contas da prefeitura tudo parecia normal, mas quando foi analisado tecnicamente, foi detectado que os dois cheques foram pagos dia 27 de Julho, pelo prefeito Jones William e pelo secretário de finanças Moises Águia ao IPASET, mas na verdade os valores dos cheques foram destinados para uma empresa que não presta serviço ao município, os cheques foram endossados pelo presidente do IPASET Firmo Leite Girox e pela diretora financeira do IPASET.

Ao ser pergunta a diretora administrativa financeira do IPASET, se ela tinha conhecimento do destino do dinheiro, informou a princípio, que estava em viagem oficial do IPASET entre os dias 23 a 28 de Julho através de diária para participar de um curso em Belém, e não poderia ter assinado o endosso do cheque, mas que segundo afirmação da própria, ela estava em Tucuruí e não em Belém na data do dia 27 de Julho, mesmo estando de diária oficial, mas que ela foi convocada pelo presidente do IPASET Firmo Leite Girox para vir e endossar os cheques, mas ele afirma que foi comunicada na segunda-feira dia 31 de Julho por Firmo Girox, que os cheques assinados por ele e ela, no montante de R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil reais), teriam sido cancelados.

Para assegurar sua transparência com referência ao seu envolvimento neste episodio que culminou em cheques de grande volume de dinheiro, a servidora registrou um Boletim de Ocorrência, contando o caso a autoridade policial na Seccional de Tucuruí.

Através de declaração da gerência do Banpará de Tucuruí os dois cheques que foram repassados ao IPASET no total de R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil reais), que se levantam dúvidas que foram realmente assinados por Jones William ainda em vida, mas que consta a assinatura original do Secretário de Finanças Moises Águia, foram parar “como num passe de mágica”, endossados pelo Firmo Leite Girox presidente do IPASET e pela diretora financeira do IPASET na conta da empresa M.G SOARES FILHO COMERCIO, LOCACOES E SERVICOS LTDA - EPP, que tem como sócios Moisés Gomes Soares Filho e Vera Lucia da Cruz Soares, desta forma o Secretário de Finanças Moisés Gomes Soares Filho, vulgo “Moises Águia”, assinou os cheques totalizando R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil reais), e foram parar na conta da sua empresa sendo movimentado o dinheiro pelo seu procurador Odair José Marques Viana. 



E o que é pior, a empresa M.G. SOARES FILHO COMERCIO, LOCACOES E SERVICOS LTDA - EPP não tem nenhum contrato com o IPASET ou com a Prefeitura de Tucuruí para prestação de serviços ou fornecimento de material.

Mas tem com a Prefeitura de Novo Repartimento, com valores astronômicos e que denuncias dão conta que não são fornecidos os itens contratados, apenas expedidas notas fiscais como forma compensatória pelo apoio financeiro dado por Moises Águia nas últimas eleições naquela cidade.

 

O INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO AO ARTUR BRITO – Na manhã da sexta-feira dia 28 de Julho, data da posse do vice-prefeito Artur Brito como prefeito da cidade de Tucuruí na plenária da Câmara, todos os secretários do 1º escalão da Prefeitura de Tucuruí foram convidados pelo Secretário de Finanças Moises Águia para uma reunião dentro do gabinete do prefeito, sendo feito um acordo que com a posse do prefeito Artur Brito todos os secretários de Jones William, renunciariam o cargo e deixariam o governo para evitar a governabilidade de Artur, na mesma reunião foi escolhido um culpado pelo assassinato do prefeito Jones William, sendo eleita a mãe de Artur Brito, dona Josy Brito, e que dali todos tinham a missão de proliferar esta ideia até criar asas e expandir esta “estória”, escrita com a letra ‘e’ de mentira, em toda a cidade.


Infelizmente o ‘esquema’ dele Moises Águia, “deu com os burros n’água”, sendo que apenas Moises Águia pediu sua exoneração, os demais secretários todos ficaram no cargo, mas, só agora sabemos por que Águia voou do ninho da prefeitura, porque tinha deixado um mar de corrupção e desmandos financeiros.



ESTORSÃO - Gravações dão conta de inúmeras conversa da Secretária de Ação Social Graciele Galvão, solicitando apoio financeiro e determinadas ações que pudesse garantir sua sobrevida política e pessoal, que segundo os advogados do prefeito Artur Brito virá à tona durante as investigações.

Os boatos plantados durante os 90 dias de governo do prefeito Artur Brito tomaram corpo, sendo que uma campanha de justiça comandada pelos ex-dirigentes que se locupletaram da prefeitura, se deu início, mas com a única intenção que foi culpar a família de Artur Brito, e que fossem ridicularizados e levados a polícia para enfraquecer o poder de administração de Artur Brito, mesmo com sua mãe sendo tratada de forma desleal e presa de forma temporária, sem fundamento jurídico, de um crime que tentam de todas as formas tendenciosas culpar a pessoa de Artur Brito e seus familiares.

Se observarmos nas convocações das manifestações e nos discursos de acusações, todos são pessoas envolvidas nos crimes de corrupção e de roubo comprovado em 72 horas que ficaram sem ser dirigido pelo prefeito Jones William, onde neste pouco espaço de horas, realizam uma limpa nos cofres da PMT.

Agora, devemos parar para imaginar que mesmo com o corpo de seu líder, amigo e prefeito ainda quente no velório, eles tiveram a atitude desonesta de fazer isso tudo, surrupiando os cofres da prefeitura, imaginem o que fizeram ao longo dos quase 7 meses que comandaram o governo.



Fica esta pergunta no ar para a população de Tucuruí?



A DENUNCIA DE IMPROBIDADE – A que ponto se chegou ao estado democrático de direito, onde o corrupto, uma pessoa com vários processos em trânsito em diversas comarcas, e com prisões comprovadas por diversos crimes contra o estado, realiza uma denúncia ao órgão de fiscalização, que há alguns meses atrás denunciou este mesmo empresário e suas empresas pela prática de formação de cartel, desviando de forma direta R$ 23 milhões dos cofres da Prefeitura, ainda acreditou numa denuncia de faixada, e com apenas estes elementos testemunhais, o poder judiciário foi induzido a uma decisão que aparentemente não atendeu aos ritos legais, determinando de ‘supetão’ o afastamento do gestor municipal Artur Brito.

Situações como estas desencadearam um desconforto e uma instabilidade de governar, além de trazer a tona discussões e verdades concretas, que por motivos de respeito à memoria do prefeito Jones Wiliam dentro do período de luto e pelo pouco tempo de sua morte, estavam sendo tratadas de forma interna, ate por que, estavam sendo realizadas investigações e auditorias neste período para culminar com estas verdades ora apresentadas pelos advogados e consultores da prefeitura.

É fato, que a denúncia realizada pelo empresário dono de varias empresas de faixadas, só vieram à tona, em função ao destrato por parte da Prefeitura dos contratos que não estavam sendo cumpridos de forma correta, e com valores irregulares, sangrando mensalmente os cofres públicos.

E o que é pior, esta pessoa, mentiu e induziu o órgão ministerial de maior respeito e credibilidade no estado ao equivoco, com declarações inverídicas, sendo comprovados os fatos verdadeiros, após todo o levantamento realizado pelos advogados do prefeito Artur Brito.

Os próximos dias serão de muitas reviravoltas em nossa cidade, muitas verdades que por respeito à memoria do prefeito Jones Wiliam, ficaram ainda sem vir à tona, serão revelados.

E pincipalmente os valores pagos pela prefeitura ao vereador Weber Galvão, irmão do prefeito assassinado Jones William, que nos últimos dias denunciou o prefeito Artur Brito na plenária da Câmara de Vereadores, o acusando como o beneficiário direto pela morte do prefeito Jones William.

O que o vereador não falou aos nobres parlamentares de Tucuruí, e que seus maquinários e de seus familiares, mensalmente locados a prefeitura, sangravam dos cofres públicos mais de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) e que a Câmara deveria abrir uma Comissão de Investigação, para averiguar como eram feitos estes contratos e como eram pagos estes montantes de valores repassados ao vereador Weber Galvão e seus familiares.



A população espera e vai exigir que a verdade venha a tona!!!!!

ERRATA - A equipe de jornalismo através do redator Carlos Alberto S. Cruz, vem a público informar que houve um erro no momento da transcrição da gravação do depoimento do auditor da Prefeitura, onde foi publicado que o cheque foi descontado pela então senhora procuradora da Prefeitura, irmã do vereador Gualberto Neto. Na verdade o cheque foi descontado no dia 27 de Julho no valor de R$ 69.000,00 (sessenta e nove mil reais) em nome da pessoa física da senhora que era responsavel pela contabilidade do município.



CONTRADITÓRIO - A equipe de reportagem tentou contato com o empresário e ex-secretário de finanças da Prefeitura de Tucuruí Moises Águia, o ex-presidente do IPASET, Firmo Leite Girox, além das pessoas proprietárias das empresas que tiveram seus nomes vinculados na matéria, mas não tivemos nenhum retorno até o fechamento desta edição, mas colocamos o Jornal a disposição para os esclarecimentos ou respostas pertinentes.



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