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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Madeireiro de Tucuruí é executado a tiros em Belém




Welber Novaes Pereira, descia do carro quando foi atingida por disparos feitos por dois homens
 RODOLFO HUGLES
De Belém
Foto: Dol
Um madeireiro Welber Novaes Pereira, 34 anos, natural da cidade de Tucuruí sudeste do estado, foi morto a tiros na Rua dos Timbiras, bairro do Jurunas, em Belém. O crime aconteceu na manhã da última quarta-feira (10), quando o madeireiro Welber Pereira, foi abordado por dois homens não identificados, quando saia de um prédio na Rua dos Pariquis. 

Os atiradores, que estavam em um Gol prata, cercaram Welber e dispararam pelo menos seis tiros a queima-roupa. A vítima tentou escapar dos disparos, mas não conseguiu. A execução ocorreu por volta das 9h da manhã e assustou os moradores do bairro. Pouco antes de ser atingido, Welber tinha entrado em seu carro, que estava estacionado em frente ao prédio onde mora a sua namorada.

Os homens pararam o Gol ao lado do carro de Welber, um Fiat Uno Vivace. O atirador que estava no banco do carona desceu e começou a atirar. Testemunhas contaram a equipe de reportagem que o madeireiro ainda conseguiu sair do carro e correu em direção à portaria do edifício, mas o atirador o perseguiu e disparou novamente atingindo-o nas costas. 

Um dos tiros atingiu a guarita do edifício. Os criminosos fugiram em seguida em direção à Travessa dos Tupinambás.

Uma equipe da Divisão de Homicídios esteve no local para colher informações para a investigação.
A namorada da vítima ainda em estado de consternação, foi ouvida preliminarmente pelo delegado Marco Antônio de Oliveira. 'Ela estava bastante nervosa e disse apenas que estava se relacionando com ele há nove meses e que ele era madeireiro, mas não tinha muitas informações a respeito dos negócios do namorado', contou Oliveira.

Os policiais também receberam a informação de que o madeireiro era credor de algumas pessoas, o que pode ser uma motivação para o crime, mas o delegado foi cauteloso ao abordar o assunto. 'Ainda está muito recente para saber a motivação do crime, mas já estamos trabalhando e vamos efetuar a prisão dos criminosos', finalizou.

Evidências - Os peritos recolheram evidências do crime e atestaram que 2 das 4 balas que atingiram o vidro do lado do motorista

De acordo com as informações prestadas pelo sargento PM Alex Souza, do 20º Batalhão de Polícia Militar, 2ª Companhia, os 4 criminosos emparelharam o carro com o da vítima. Os tiros foram dados contra o vidro do veículo. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas Welber já estava morto. 

O cenário do crime era bastante visível. Na janela do lado do motorista havia marcas de 4 tiros, 2 deles ainda atingiram o vidro do lado do carona. A porta do passageiro estava aberta e, na calçada do prédio, havia o rastro de sangue por onde a vítima percorreu até cair. 

Na parede do edifício, algumas marcas de sangue, que segundo a Polícia Civil da Divisão de Homicídios, podem indicar que Welber tentou se apoiar.

“Pela dinâmica, a vítima ainda recebeu disparos do lado de fora do carro, pois há marcas de tiros na parede também e provavelmente ele se segurou na parede,”, relatou o delegado da Divisão de Homicídios, Marco Antônio Oliveira.

Nas Costas - A maioria dos disparos atingiram as costas da vítima. Ele também sofreu uma lesão de raspão no rosto, próximo ao olho direito. O mesmo projétil atravessou o vidro da guarita do prédio, mas o porteiro não foi atingido. Os policiais ainda encontraram projéteis de pistola calibre ponto 40. 

Motivação - Welber é natural de Tucuruí, sudeste paraense, onde era madeireiro, segundo informações levantadas pelo delegado Marco Antônio Oliveira. Ele vinha constantemente à Belém, visitar a namorada. “Conversamos com a namorada da vítima e ela contou que ele recebia ameaças de morte”, contou o sargento PM Alex Souza.

Um morador da Rua dos Timbiras, que pediu para não ser identificado, falou que viu o carro de cor prata se aproximar e um homem descer para efetuar os disparos. Na fuga, a testemunha conseguiu anotar a placa do veículo e a repassou aos policiais, para investigação. “Pelo aspecto da arma, ele usava um silenciador, até pelo som baixo e fino. Daí em diante eu me resguardei por medo”, falou uma testemunha. Os autores do crime ainda não foram identificados e nem presos.

(Com informações do DOL)

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