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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

“Minha Casa Minha Vida”: Trabalhadores fecham obra do “Cristo Vive” por atraso de salários




“Minha Casa Minha Vida”: Mais de R$ 50 milhões do governo federal sendo engolidos pelo matagal

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

Um dos principais programas de atendimento as famílias carentes do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”, iniciado em março de 2012 em Tucuruí, em uma área totalmente inviável para a construção de residências, em função aos desníveis do local, e que foi adquirida pelo montante de R$ 3,5 milhões, para a construção do residencial “Cristo Vive” novamente volta a ser interditada pelos funcionários da empresa contratada para a conclusão das obras a Tech Casa, segundo os trabalhadores, em função ao atraso de mais de dois meses dos seus salários.

Conheça o histórico desta obra da “Minha Casa Minha Vida” - A empresa vencedora da licitação foi a Construtora Efece LTDA do Grupo VFR, que iniciou as obras em março de 2012, prometendo entregar a metade das casas na chave, ao final do ano de 2012, mas infelizmente isso não ocorreu, e passado 4 anos do início da obra, nenhuma unidade habitacional do residencial “Cristo Vive” foi completamente finalizada, e a empresa contratada Efece LTDA recebeu mais de 70% do total dos mais de R$ 50 milhões disponibilizados para a construção das 1.000 casas, em função aos péssimos serviços prestados, a Caixa Econômica Federal rompeu o contrato, e a empresa tentou fugir da cidade devendo os seus funcionários, mas em função a intervenção do jornalista Wellington Hugles tudo foi esclarecido e os funcionários não tiveram um calote maios, recebendo uma parte de seus salários.

É fato que, o BNDES financiador da obra, através da Caixa Econômica Federal fiscalizadora da execução, e do andamento da construção das 1.000 unidades habitacionais do Programa “Minha Casa Minha Vida”, vinha cumprindo os pagamentos das medições apresentadas através dos relatórios de produção, mas em setembro de 2013, após a realização de uma vistoria, coordenada por uma equipe técnica vinda de Brasília, da Gerência Central da Caixa Econômica Federal, ficou perplexa, quando se depararam com as disparidades entre o projeto original e o material que estava sendo utilizado para a construção das unidades habitacionais populares em Tucuruí, com isso, após o relatório da equipe, a administração da Caixa decidiu reavaliar a obra, e suspendeu todos os pagamentos das medições pendentes, rompendo o contrato com a Efece LTDA.

Um projeto que está custando aos cofres do Governo Federal o montante de R$ 51 milhões, com o objetivo de garantir moradia para 1.000 famílias, através do programa “Minha Casa Minha Vida”, surgindo um novo bairro, com quase 10 mil habitantes, mas, está com as obras de construção e finalização das unidades residenciais, suspensas há meses, sendo engolidas pelo matagal e pela erosão das chuvas, iniciando inclusive, a deterioração da estrutura que já estão comprometidas pelo material inferior utilizado, e o que é pior, devido o local ser formado por morros, com as chuvas, a grande quantidade de água pluvial do período chuvoso, escavou as paredes laterais, correndo o risco de todos os recursos investidos pelo governo federal virarem ruínas.

Após todos estes problemas, com o cancelamento do contrato de construção com a empresa Efece LTDA, outra empresa foi contratada através de licitação da Caixa Econômica Federal a Tech Casa, que mesmo com uma grande estrutura já instalada em Tucuruí, passa pela terceira vez com problemas com o atraso dos pagamentos dos salários dos funcionários.

Manifestação - Na manhã desta segunda-feira (31), os trabalhadores do canteiro de obras do residencial “Cristo Vive”, realizaram piquetes e queimaram dezenas de pneus na entrada da obra, para cobrarem providências dos dirigentes da Tech Casa na resolução dos pagamentos dos salários atrasados, prometendo ficarem no local por tempo indeterminado até que sejam pagos os salários devidos.

A equipe de reportagem procurou a gerência da empresa Construtora Tech Casa, no canteiro de obras em Tucuruí, mas foi orientado que só a gerência geral, com sede em São Paulo, poderia prestar informações com referência as denúncias dos trabalhadores.

Cadastro – Diversas entidades sociais de Tucuruí denunciaram que o cadastramento para as famílias carentes, que teriam o direito a uma unidade habitacional no Residencial “Cristo Vive” do governo federal, foi realizado no período eleitoral das eleições municipais, no início do ano de 2012, e que, muitos dos candidatos se valeram deste “subterfúgio” para garantir uma “moeda de troca” no momento da conquista do voto.


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