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domingo, 1 de março de 2015

Breu Branco: Fórum da cidade foi arrombado, mais nada foi roubado e processos antigos voltam à baia




WELLINGTON HUGLES
De Breu Branco
Foto: Wellington Hugles

A cidade de Breu Branca localizada as margens da PA 263, no sudeste do Pará, com uma população de aproximadamente 57 mil habitantes, e apenas 23 anos de emancipação político administrativa, surgiu com a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, onde seu antigo Vilarejo “Breu Velho” foi submerso, para dar espaço à formação do volumoso Lago da UHE Tucuruí, sendo construída nesta área a nova cidade de Breu Branco.

O nome Breu Branco tem sua origem na abundância de uma árvore chamada Faveira, que havia nas proximidades do assentamento original de Breu Branco (atualmente submerso). Desta árvore se extraía um líquido branco que com o passar do tempo adquiria a consistência do breu, tornando se uma resina.

O Fórum da cidade de Breu Branco foi inaugurado para dar atendimento a grande demanda crescente das divergências judiciais na cidade, mas durante todo o seu período de funcionamento, nunca ocorreu um fato inusitado, como o da última semana, quando a sede do Fórum foi arrombada, mesmo com a existência de um vigilante no local, os “larápios” não “titubearam” e arrombaram as diversas portas do judiciário, por sorte, o local onde ficam arquivados os processos mais “melindrosos” e que ainda não foram digitalizados, tem uma proteção maior, não sendo possível a ação audaciosa dos meliantes de ultrapassarem a porta, ficando os “delinquentes” apenas na vontade de tentarem surrupiar algo de “seus interesses”, haja vista, dentro do Fórum há a existência de equipamentos eletrônicos de valores superiores a R$ 20 mil, e “graciosamente” nada foi levado, ou seja, o interesse dos “criminosos” diretamente não era arrombar para roubar.

Suspeitando-se, que a visita inesperada tinha um foco principal, não de bens patrimoniais, mas sim de documentos processuais.

Com o arrombamento, após os ditames legais e a pericia do CPC Renato Chaves, o juiz titular da Comarca já “ficou de orelhas em pé”, e determinou que todos os processos ali depositados, fossem digitalizados e arquivados virtualmente, e os documentos comprobatórios, sejam guardados a “sete chaves”.

Se a intenção dos meliantes era que os processos, que se encontram no Fórum tivesse um destino escuso, veio à tona o revés, com a revisão destes processos, e nos próximos dias muitas novidades serão prolatadas.


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