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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Rombo nos cofres da PMT pode chegar a R$ 300 milhões, e vereadores têm a oportunidade de cassar Sancler Ferreira



 
Sancler: eu tenho as mãos limpas
 
WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

A sessão ordinária da última terça-feira (15) foi prejudicada, segundo informação da mesa diretora, pela falta de matérias de expediente a serem apreciadas, tudo em função a ação da operação “Citronela”, que foi realizada pelo Ministério Público do Estado (MPE), e com o apoio do Gaeco. Uma devassa em toda a documentação dos arquivos da Câmara de Vereadores, em função disso, o Projeto de Lei de autoria do poder Executivo que visa a previsão de Orçamento para o ano de 2016, também foi levado para análise das autoridades.

Perlenga – Tudo leva a crer que a ação imediata do MP com o desfecho da Operação “Citronela” deixou o chefe do poder executivo tucuruienses muito feliz, haja vista, que os vereadores já teriam feito compromisso de votarem em bloco pelo Orçamento Impositivo, que, nada mais é, do que a imposição de emendas parlamentares, que devem ser aprovadas e concretizadas pelo executivo no exercício financeiro de 2016, mesmo se não forem da vontade do prefeito Sancler Ferreira, além do cumprimento do dispositivo legal que garante maiores repasses ao poder legislativo, e a concretização do início das obras do novo prédio da casa de leis.

Isso deixou o gestor muito aborrecido, por ser ano eleitoral, não queria que os parlamentares tivessem este direito garantido, e suas indicações fossem aprovadas e colocadas em prática em prol da população, podendo ser um meio de lucrarem com o reconhecimento dos populares atendidos, e consequentemente a garantia de apoio e voto dos beneficiários com obras e serviços.

Com a “Citronela”, todos os vereadores que durante o exercício de 2015 receberam diárias mensais para viagens, estão sendo investigados, além da mesa diretoria, está sendo diretamente investigada por contratos, que segundo o MP estão sobre suspeitas.

Com isso, o prefeito Sancler Ferreira está muito tranquilo para usar seu poder político nas esferas do estado e tentar equacionar a “saia-justa” em que se encontram os vereadores perante a opinião pública da cidade, mas, como “moeda de troca” obrigará os vereadores a aprovarem o Orçamento de 2016, sem nenhuma alteração, e sem o tão apreciado e esperado Orçamento Impositivo.

Segundo o Projeto Orçamentário de Sancler, o Orçamento de 2016 ultrapassa a cifra de R$ 320 milhões, ou seja, mais de R$ 40 milhões ao mês, para serem investidos no município.

Agora, a “queda de braço” será com reuniões na residência oficial dos “Ferreiras”, no bairro da Vila Pioneira entre vereadores e o alcaide “viajante”.

Carta na Manga – Sancler Ferreira pode até tentar aprovar seu orçamento milionário para 2016 sem nenhuma alteração, que, diga-se de passagem, foi o que sempre fez nos últimos 7 anos, mas, além da fumaça que polui o ar da cidade, paira também ente os vereadores a proposta do afastamento temporário de Sancler Ferreira, por diversas manobras financeiras sem autorização da Câmara de Vereadores, além de viagem para fora do país sem autorização do Poder Legislativo, e inúmeras outras denúncias concretizadas de improbidade administrativa que tramitam na justiça tanto estadual como federal, como exemplos: o esquema da fraude no transporte escolar de barcos, fraude na licitação dos kit’s de informática, fraude no contrato de limpeza pública da Clean Service, fraude no contrato de locações de veículos, caminhões e máquinas, que custaram aos cofres da PMT R$ 38 milhões  em 2014, fraude nos valores consignados dos funcionários, contratação irregular de temporários, fraude na compra de medicamentos, fraude contratação de obras de construções de escolas e compra de merenda escolar, fraude e desvios dos recursos no Ipaset, fraude dos repasse dos valores do Governo do estado para o asfaltamento do bairro Getat e o início das obras da Orla da Nova Matinha, totalizando mais de R$ 15 milhões e a fraude da contratação de empresa para asfaltamento de 50 km de vias  em 2010, totalizando um rombo nos cofres da PMT de mais  R$ 300 milhões, estes são alguns pequenos exemplos que deveriam ser apurados pelos parlamentares, e já terem decidido desde o ano e 2010 pelo afastamento e a cassação de Sancler Ferreira.

Vamos aguardar com bastante atenção o desfecho desta “novela mexicana”, para chegarmos a uma conclusão.

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