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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Tucuruí: “Rei” poderá ser deposto



Tucuruí: “Rei” poderá ser deposto


 

 Esta nas mãos dos 13 vereadores a decisão do afastamento de Sancler Ferreira e sua inelegibilidade para concorre a cargos públicos

WELLINGTON HUGLES
De Tucuruí
Foto: Wellington Hugles

Ao apagar das luzes de um “desgoverno” que depois de vivenciadas todas as irregularidades possíveis e imagináveis, as quais deixou a administração pública um caos generalizado, surge a Câmara de Vereadores de Tucuruí com a proposta de realizar uma sessão extraordinária para afastar o prefeito Sancler Ferreira da função que ostenta a exatamente 7 anos e 361dias.

Segundo informações o requerimento já conta com 10 assinaturas, e que a qualquer momento Sancler Ferreira será afastado do cargo, assumindo a vice-prefeita Henilda Santos, segundo um dos parlamentares revoltados, “estamos tomando esta atitude mesmo que tardia, para mostrar que o parlamento tem o poder de afastar o gestor que se afunda em denúncias de irregularidades e pelo abandono latente da cidade”. 

Esta medida vem para coibir que no apagar das luzes muitas coisas possam vir a acontecer de forma “sombria”, deixando ao próximo gestor dívidas ainda maiores e insanáveis para a inviabilidade do novo governo, além de que, com o afastamento do atual prefeito Sancler Ferreira (PPS), fica impossibilitado/inelegível para futuras empreitadas em disputas eleitorais, “só assim poderemos afastar de vez a possibilidade deste “energúmeno” vir a pleitear outra função pública através de eleições futuras”.

A chapa esquentou no parlamento de Tucuruí e parece ser irreversível o afastamento de Sancler Ferreira nas próximas horas, mas nosso interlocutor, um dos vereadores que assinou a petição que neste momento não quis se identificar ao ser perguntado, porque ao longo dos últimos 4 anos tantas denúncias comprovadas foram feitas, e nunca foi instalada sequer uma CPI para apuração dos fatos, quais os reais motivos de só agora os vereadores acordaram e viram este estado de abandono e de corrupção que atravessa nossa cidade? O paramentar silenciou!

Perguntamos também, porque foi realizada uma sessão extraordinária reservada para analisar, votar e aprovar alteração na Lei de Parcelamento da Dívida do IPASET, reparcelando o ativo para os próximos gestores pagarem o rombo deixado por Sancler Ferreira de mais de R$ 23 milhões, e naquele momento todos os parlamentares estavam coesos e unânimes?

Novamente o vereador nosso interlocutor não soube ou não quis nos esclarecer, mas na verdade, o que acontece e que quando o “sapato aperta” e que a dor surge, hoje centenas de milhares de funcionários públicos efetivos e contratados estão de “pires na mão” tentando receber ainda o 13º salario e o meses de novembro e dezembro, e uma coisa que nunca aconteceu na história de Tucuruí as contas financeiras da Prefeitura foram bloqueadas, e estão sendo administradas pela justiça, para não correr o risco do rombo administrativo ser ainda maior, e ser garantido pelos menos o pagamento dos proventos do servidores.

Ora se a justiça não confia no prefeito Sancler Ferreira para administrar os recursos públicos então basta a Câmara de Vereadores cumprirem seus papéis, mesmo que tardio e afastar o prefeito.
A Câmara de Tucuruí também atravessa uma crise financeira por falta do cumprimento do repasse mensal, podendo ser este um dos motivos eminentes que está levando os vereadores à tentativa deste afastamento do prefeito Sancler Ferreira, para que na pressão e o medo de ficar inelegível possa usar de suas muitas “artimanhas” para a liberação do repasse ao poder legislativo de forma oficial ou oficiosa.

Vamos aguardar as próximas horas, que poderá ser histórica para nossa cidade e para Sancler Ferreira, prefeito eleito e reeleito, que batia no peito e afirmava que “Câmara nunca teria força e poder para lhe tirar do cargo por ser submissa a ele”, mas que agora, nunca ficou tão próximo de ser afastado mesmo nos últimos dias de seu mandato.

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