A
finalidade da implantação do Protocolo de Cirurgia Segura no
Complexo Hospitalar do HRT é Unacon são as medidas a serem inseridas para
reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a mortalidade
cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos
cirúrgicos, no local correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de
Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde –
OMS.

Com
o grande aumento nas intervenções cirúrgicas realizadas no Complexo Hospitalar
do Hospital Regional de Tucuruí-HRT é Unacon. O Instituto Diretrizes está
realizando a implantação do Protocolo de Cirurgia Segura, tendo em vista os
avanços simultâneos nas últimas décadas, onde as técnicas cirúrgicas foram
bastante aperfeiçoadas, aumentando as oportunidades de tratamento de patologias
complexas. No entanto, esses avanços também aumentaram, de modo expressivo, o
potencial de ocorrência de erros que podem resultar em dano para o paciente e
levar à incapacidade ou à morte. Assim todos os profissionais e colaboradores
envolvidos, estão passando por treinamento.
Segundo
a enfermeira Cláudia Godoy, coordenadora do Setor de Qualidade do HRT, os
profissionais e colaboradores do Centro Cirúrgico foram os primeiros a serem
treinados com a implantação do Protocolo de Cirurgia Segura, posteriormente
serão capacitados os colaboradores envolvidos no processo das unidades de
internação, “a implantação dos Protocolos de Segurança do Paciente será
gradativa, somente quando todos os envolvidos no processo estiverem treinados e
capacitados, poderemos considerar o Protocolo implantado”, ressaltou.
A
OMS elegeu seis protocolos básicos para a segurança do paciente. Duas questões
motivaram a OMS a eleger os protocolos de segurança do paciente: o pouco
investimento necessário para a sua implantação e a magnitude dos erros e
eventos adversos decorrentes da falta deles.
Principais
intervenções antes
da indução anestésica:
O
condutor da Lista de Verificação deverá:
Revisar
verbalmente com o próprio paciente, sempre que possível, que sua identificação
tenha sido confirmada.
Confirmar
que o procedimento e o local da cirurgia estão corretos.
Confirmar
o consentimento para cirurgia e a anestesia.
Confirmar
visualmente o sítio cirúrgico correto e sua demarcação.
Confirmar
a conexão de um monitor multiparâmetro ao paciente e seu funcionamento.
Revisar
verbalmente com o anestesiologista, o risco de perda sanguínea do paciente,
dificuldades nas vias aéreas, histórico de reação alérgica e se a verificação
completa de segurança anestésica foi concluída.
Antes
da incisão cirúrgica (Pausa Cirúrgica)
Neste
momento, a equipe fará uma pausa imediatamente antes da incisão cirúrgica para
realizar os seguintes passos:
A
apresentação de cada membro da equipe pelo nome e função.
A
confirmação da realização da cirurgia correta no paciente correto, no sítio
cirúrgico correto.
A
revisão verbal, uns com os outros, dos elementos críticos de seus planos para a
cirurgia, usando as questões da Lista de Verificação como guia.
A
confirmação da administração de antimicrobianos profiláticos nos últimos 60
minutos da incisão cirúrgica.
A
confirmação da acessibilidade dos exames de imagens necessários.
Antes
do paciente sair da sala de cirurgia
A
equipe deverá revisar em conjunto a cirurgia realizada por meio dos seguintes
passos:
A
conclusão da contagem de compressas e instrumentais.
A
identificação de qualquer amostra cirúrgica obtida.
A
revisão de qualquer funcionamento inadequado de equipamentos ou questões que
necessitem ser solucionadas.
A
revisão do plano de cuidado e as providencias quanto à abordagem pósoperatória
e da recuperação pós-anestésica antes da remoção do paciente da sala de
cirurgia